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Alex Frechette - Oportunidade
- 2
Alex Frechette - Trabalho sujo
- 3
Alex Frechette - 2 Reais Ou Uma Caixa Misteriosa
- 4
Alex Frechette - A Casa Tomada
- 5
Alex Frechette - Anteprótese do Deus Morto
- 6
Alex Frechette - Apocalipse e apoteose
- 7
Alex Frechette - Browser desatualizado
- 8
Alex Frechette - Carola, Cê Tá de Marola?
- 9
Alex Frechette - Desencanto
- 10
Alex Frechette - Estranho Estado de Prostração
- 11
Alex Frechette - Excluídos das Trends
- 12
Alex Frechette - Feriado no domingo
- 13
Alex Frechette - Jesus Louro
- 14
Alex Frechette - Lunações
- 15
Alex Frechette - Ninguém Sonha Com Celulares
- 16
Alex Frechette - O Cajado Fálico
- 17
Alex Frechette - O Plano Genérico
- 18
Alex Frechette - O Verso e o Perverso
- 19
Alex Frechette - Paraíso Terreno
- 20
Alex Frechette - Pauta de Costumes 2. 0
- 21
Alex Frechette - Post Patrocinado
- 22
Alex Frechette - Primeiro Lote
- 23
Alex Frechette - Que folga!?
- 24
Alex Frechette - Quem Se Lembrará Das Lives de Npc?
- 25
Alex Frechette - São Boaventura
- 26
Alex Frechette - Tripalium card
- 27
Alex Frechette - Um Ateu No Avião
- 28
Alex Frechette - Um Sonho a Mais
- 29
Alex Frechette - Uma Tarde Em Pyongyang
- 30
Alex Frechette - Vampiro mortal
Apocalipse e apoteose
Alex Frechette
Pintar uma figura cortando a cabeça de alguém
Dá muito na vista que o artista
Se sente castrado
Quem cruza a fronteira
Acaba perdendo o bonde
E ainda deve pagar pro coiote
Mesmo convivendo com a calma
Metálica do horror W.A.S.P. estadunidense
Não adianta cambalachos
Ou nacos de empatia
A turba está excitada
Tomada pelo dano das contra-reflexões
Restritos ao quiporocó inicial
E aos ressentimentos dos sociopatas
A ausência está sendo mantida
Pela leitura-não-leitura
Do tal livro agourento
Aquele que não permite
Despertar pra história
Pra deixar de viver instintivamente
Nem cogitar que a cordilheira nevada
É obra do acaso, do acaso e de muito, muito tempo
Do acaso, do acaso e de muito, muito tempo
Todo poeta extrovertido
Sempre tem poesias fracas
Ator pálido de melodias óbvias
Mas potência na voz
E com uma leve pitada de crítica social
Somente na medida suficiente
Pra não espantar a pretensa burguesia
Aquela fina arte de se ensaboar
E achar que o bom dia sonoro é obrigatório
E que sua marginalidade
É sempre mais legítima que as outras
Articulação e moda
Aliadas ao discurso fosco
Aquele de tendência acadêmica
Onde mistura gírias, ouros de tolos
Contornos
De histriônica vilania
Sim vilania, pois se posto burguesia
Somente repetiria repetiria, repetiria e repetiria e repetiria e repetiria
Todos os chavões egoístas do mundo
E ao mesmo tempo a introversão
Não lhe ajudará em nada
Qual o seu principal teórico referencial?
Bom sinal é quando se pergunta a alguém sobre o sua ocupação
E ela lhe responde sobre o seu hobbie
Não sobre o seu trabalho
Tentava ler mas divagava demais
Nas ambiguidades, adiamentos, promessas
Nunca ainda bem
Em voz alta pronunciadas
Um esgar de palavras robiadas
Ruminando mágoas e silêncios
Grudados molemente a casa
Porque quem tem hálito de guerra
Não tem habilidade pra se espantar com nada
Nem a brutalidade da penúria
Nem a metamorfose das borboletas
E a amnésia é o foco principal
Da vida digital
Apocalipse e apoteose
Como nas memórias protéticas como as de 1984
Quem está consciente das ironias de sua profissão
E do mandamento supremo da vida moderna:
Não perderás jamais o seu trabalho!
O professor/pintor disse que não se pode
Pintar uma figura cortando a cabeça de alguém
Dá muito na vista que o artista
Se sente castrado
Quem cruza a fronteira
Acaba perdendo o bonde
E ainda deve pagar pro coiote
Mesmo convivendo com a calma
Metálica do horror W.A.S.P. estadunidense
Não adianta cambalachos
Ou nacos de empatia
A turba está excitada
Tomada pelo dano das contra-reflexões
Restritos ao quiporocó inicial
E aos ressentimentos dos sociopatas
A ausência está sendo mantida
Pela leitura-não-leitura
Do tal livro agourento
Aquele que não permite
Despertar pra história
Pra deixar de viver instintivamente
Nem cogitar que a cordilheira nevada
É obra do acaso, do acaso e de muito, muito tempo
Do acaso, do acaso e de muito, muito tempo