1. 1

    Alex Frechette - Oportunidade

  2. 2

    Alex Frechette - Trabalho sujo

  3. 3

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  4. 4

    Alex Frechette - A Casa Tomada

  5. 5

    Alex Frechette - Anteprótese do Deus Morto

  6. 6

    Alex Frechette - Apocalipse e apoteose

  7. 7

    Alex Frechette - Browser desatualizado

  8. 8

    Alex Frechette - Carola, Cê Tá de Marola?

  9. 9

    Alex Frechette - Desencanto

  10. 10

    Alex Frechette - Estranho Estado de Prostração

  11. 11

    Alex Frechette - Excluídos das Trends

  12. 12

    Alex Frechette - Feriado no domingo

  13. 13

    Alex Frechette - Jesus Louro

  14. 14

    Alex Frechette - Lunações

  15. 15

    Alex Frechette - Ninguém Sonha Com Celulares

  16. 16

    Alex Frechette - O Cajado Fálico

  17. 17

    Alex Frechette - O Plano Genérico

  18. 18

    Alex Frechette - O Verso e o Perverso

  19. 19

    Alex Frechette - Paraíso Terreno

  20. 20

    Alex Frechette - Pauta de Costumes 2. 0

  21. 21

    Alex Frechette - Post Patrocinado

  22. 22

    Alex Frechette - Primeiro Lote

  23. 23

    Alex Frechette - Que folga!?

  24. 24

    Alex Frechette - Quem Se Lembrará Das Lives de Npc?

  25. 25

    Alex Frechette - São Boaventura

  26. 26

    Alex Frechette - Tripalium card

  27. 27

    Alex Frechette - Um Ateu No Avião

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    Alex Frechette - Um Sonho a Mais

  29. 29

    Alex Frechette - Uma Tarde Em Pyongyang

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    Alex Frechette - Vampiro mortal

Trabalho sujo

Alex Frechette

Se mata na mata e nas ruas o mote é a morte
Se mata na mata e no RJ o mote é a morte

Como se já não fosse inferno o suficiente
Ainda tem a turba que vibra com a matança
Como se já não fosse inferno o suficiente
Ainda tem a turba que vibra com a matança

Não se sensibilizam pelas mães
O fervor provocado
Com os corpos enfileirados
Os gritos mutados
O importante é prender quem trouxe os corpos
Para que todos vissem
O que deveria ser escondido
O que deveria ser escondido

Se mata na mata e nas ruas o mote é a morte
Se mata na mata e no RJ o mote é a morte

O sangue alheio é o sal dos que vivem
E se infiltra nas comemorações especulativas
Poesia pra eles é necropolítica
Afinal nosso estado é de atroz normalidade
Porque pra eles
Pra eles
Pra eles
Poesia pra eles é necropolítica

Não se sensibilizam pelas mães
O fervor provocado
Com os corpos enfileirados
Os mil gritos mutados
O importante é prender quem nos trouxe os corpos
Para que todos vissem
O que deveria ser escondido
O que deveria ser escondido

Se morreram inocentes
Ossos do ofício
Do ofício de manter o inferno no Rio
Mas a operação foi bem sucedida
O governador já dizia
Demorou anos pra planejar o caos, o desastre e a chacina
O caos, o desastre e a chacina

Cidade maravilhosa em notas pictóricas de pós-lógica
Não tem bossa nova inglória no Vidigal, na Penha ou no Alemão
E no Palácio Guanabara já se comemora a reeleição

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