1. 1

    Alexandre França - A Gente Não Tá de Brincadeira

  2. 2

    Alexandre França - Ela

  3. 3

    Alexandre França - Linda Espanhola do Cais

  4. 4

    Alexandre França - Retaliação

  5. 5

    Alexandre França - Valsa do Apartamento

  6. 6

    Alexandre França - Variação Bipolar do Humor

  7. 7

    Alexandre França - A Primeira do Disco

  8. 8

    Alexandre França - Alcoólica

  9. 9

    Alexandre França - Amigos

  10. 10

    Alexandre França - Blues do Guardanapo

  11. 11

    Alexandre França - Bom Ar

  12. 12

    Alexandre França - Carvão

  13. 13

    Alexandre França - Choro Suicida

  14. 14

    Alexandre França - Dorme

  15. 15

    Alexandre França - Fossa

  16. 16

    Alexandre França - Homenagem

  17. 17

    Alexandre França - Me Fui

  18. 18

    Alexandre França - Mercadoramama

  19. 19

    Alexandre França - Musa em desuso

  20. 20

    Alexandre França - Não Me Deixe Só

  21. 21

    Alexandre França - Neurótico cantor de boteco

  22. 22

    Alexandre França - Ninguém Ouve Ninguém

  23. 23

    Alexandre França - Pedra de Gelo

  24. 24

    Alexandre França - Porta-retratos

  25. 25

    Alexandre França - Próxima Atração

  26. 26

    Alexandre França - Quero Adorar

  27. 27

    Alexandre França - Reitoria

  28. 28

    Alexandre França - Seresta

Choro Suicida

Alexandre França

Nem toda história de amor acaba em morte, mas
Em Curitiba estes números assustam, pois
Quando o inverno chega por aqui
Os suicidas de amor se multiplicam por dois

Mais um poeta da dor se joga fora do bar
Onde a garoa cai guardando suas palavras
No piso de pedra do alto da glória para
Toda a boemia abraçada rir cantando

Nem toda história de amor acaba em morte, mas
Em Curitiba estes números assustam, pois
Quando o inverno chega por aqui
Os suicidas de amor se multiplicam por dois

Esta doença de amor não tem remédio, porém
Em Curitiba no inverno os bares enchem mais
De gente fria esquentando com cachaça
Um desejo que no fundo só faz bem de mais

Eu mesmo largo mão de tanta hipocrisia
Dançando com as mocinhas da cidade que eu não dava valor
Em cada esquina mais um santo se agita
Ao ler a missa que dionísio saberia de cor

Na rua o tom de cinza tenta dar um clima
Avermelhado pro curitibano se despir do pudor
E a chuva deixa dentro um fogo um cataclista
Pulsando um outro sentimento que nos dá calor

É a polaca do batel deixando a boca sorrir
Falando alto, sem vergonha, pro comboio ouvir
Que o esporro vai continuar na sua casa
Outra casa cabisbaixa para farra enfeitar

Com cores novas
A fachada desbotada cheia de lambrequins
Um vinho campo largo
Pinta os dentes de um infeliz

Que agora fala pelos cotovelos que não doem tanto
Quanto antes numa época em que o amor doía como
Aneurisma ou pontadas na barriga, o amor era uma briga
Que batia um coração desajustado, tão cansado de sofrer
Por opção

Nem toda história de amor acaba em morte, mas
Em Curitiba estes números assustam, pois
Quando o inverno chega por aqui
Os suicidas de amor se multiplicam por dois

Mas toda noite do mundo que se preze também
Possui no fundo da gaveta um suicida bem do tipo
Que não liga tanto para a vida, mas
Que para morte nunca deu a mínima

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