Ode à Alegria (part. Daniel Alves e Coletivo Candiero)
Era seco e raso o solo
Do meu coração
Como um galho morto
Atirado pelo chão
Quem me via
Já não queria regar
Afinal o que de bom
Poderia brotar?
Mas um dia o jardineiro
Se aproximou
Com cuidado e maestria
Ele me limpou
Em videira permanente
Me fez habitar
E algo bonito em mim
Começou a brotar
Era a alegria
O fruto que vem depois do amor
Basta um pouco d'água
Ela floresce e dispersa toda dor
É doce destino a se chegar
É doce caminho a caminhar
Passo a passo eu vou seguir
Sem temer o que há de vir
E eu sei que vou viver pra crer
E ver essa alegria
Que traz vida de novo
Que traz vida de novo
Cada dia até o fim
Como flor de cacto
Ela resiste ao vento
Forte e imponente
Ela transcende todo tempo
Surge em meio ao caos
Das minhas lágrimas
E transforma um lamento triste
Em pura graça
Mas, sozinha dela
Eu não posso desfrutar
Se eu a recebi
Eu preciso compartilhar
Em um mundo triste
Que não liga pra ninguém
Eu bem quero ela
Para os que eu quero o bem
É a alegria
O fruto que vem depois do amor Ôo-ôu
Basta um pouco d'água
Ela floresce e dispersa toda dor
É doce destino a se chegar
É doce caminho a caminhar
Passo a passo eu vou seguir
Sem temer o que há de vir
E eu sei que vou viver pra crer
E ver essa alegria
Que traz vida de novo
Que traz vida de novo
Ela sabe a hora certa
De chegar
Mas nem sempre
Ela parece durar
Não se engane, ela só descansa
Sobre o mesmo chão
Esperando
Pela próxima estação
Huu, huuu
Huu, huuu-ûu
Larara, larara
Raa-áaâ
Larara, ra
Ra-áa
Passo a passo eu vou seguir
Sem temer o que há de vir
E eu sei que vou viver pra crer
E ver essa alegria
Que traz vida de novo!
Larara, lararara
Larara, Larara
Laralala, ra ra
Laralala, larala
Laralala, larala
Larara, larala-áaa