Blues da Lápide

Bob Dylan

As criaturas doces e bonitas estão na cama agora, claro
Os pais da cidade estão tentando endossar
A reencarnação do cavalo de Paul Revere
Mas a cidade não precisa ficar nervosa

O fantasma de Belle Starr, ela oferece sua esperteza
Para Jezebel a freira, ela tricoteia violentamente
Uma peruca careca para Jack o Estripador que senta
À frente da câmara de comércio

Mamãe está na fábrica
Ela não tem nenhum sapato
Papai está na viela
Ele está procurando por comida
Eu estou na cozinha
Com o blues da lápide

A noiva histérica no fliperama
Esgoelando ela se queixa: Acabo de ser feita
Depois chama o médico
Que abaixa as cortinas
E diz: Meu conselho é não deixar os rapazes entrarem

Agora o curandeiro vem cambaleando para dentro
Ele anda com arrogância e diz para a noiva:
Pare com essa choradeira, engula seu orgulho
Você não vai morrer, não é veneno

Mamãe está na fábrica
Ela não tem nenhum sapato
Papai está na viela
Ele está procurando por comida
Eu estou na cozinha
Com o blues da lápide

Bem, João Batista após torturar um ladrão
Olha para o seu herói, o Comandante Chefe
Falando: Diga-me grande herói,
Mas por favor seja breve
Tem um buraco para eu passar mal dentro?

O Comandante Chefe lhe responde
Enquanto perseguia uma mosca, dizendo
Morte a todos aqueles que preferem lastimar e chorar
E deixando cair uma barra, ele aponta para o céu
Dizendo: O sol não é amarelo, é um covarde!

Mamãe está na fábrica
Ela não tem nenhum sapato
Papai está na viela
Ele está procurando por comida
Eu estou na cozinha
Com o blues da lápide

O Rei dos Filisteus, seus soldados a salvar
Coloca mandíbulas em suas lápides
E enfeita seus túmulos
Coloca os gaiteiros na prisão e engorda os escravos
Depois os solta na selva

O Cigano David com um lança-chamas
Ele queima seus campos
Com seu fiel escravo Pedro atrás dele, ele pisoteia
Com uma coleção fantástica de selos
Para ganhar amigos e influenciar seu tio

Mamãe está na fábrica
Ela não tem nenhum sapato
Papai está na viela
Ele está procurando por comida
Eu estou na cozinha
Com o blues da lápide

A geometria da carne inocente no osso
Faz com que o livro de matemática de Galileu seja jogado
Em Dalila que se senta inutilmente sozinha
Mas as lágrimas em suas bochechas são de tanto rir

Agora, eu queria poder dar ao Irmão Bill
Sua grande alegria
Eu lhe deixaria acorrentado no topo do morro
Depois mandaria buscar alguns pilares e Cecil B. DeMille
Ele poderia morrer feliz para todo o sempre

Mamãe está na fábrica
Ela não tem nenhum sapato
Papai está na viela
Ele está procurando por comida
Eu estou na cozinha
Com o blues da lápide

Onde Ma Raney e Beethoven
Certa vez desembrulharam seus sacos de dormir
Tocadores de tuba agora ensaiam ao redor do mastro da bandeira
E o Banco Nacional com proveito vende
Mapas de estrada para a alma
Para o asilo de velhinhos e a faculdade

Agora, eu queria poder te escrever uma melodia tão simples
Que poderia te impedir, querida senhora, de ficar insana
Que poderia te acalmar e te tranquilizar
E cessar a dor
Da sua sabedoria inútil e sem propósito

Mamãe está na fábrica
Ela não tem nenhum sapato
Papai está na viela
Ele está procurando por comida
Eu estou na cozinha
Com o blues da lápide
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