Ontem já era
Hoje é o que temos
Amigo
Nós tamo aqui pra isso
Manter o ciclo vivo
Tudo vem e vai
Vai e vem, saiba
Disso
Nós tamo aqui pra isso
Manter o ciclo vivo
Os VHS, dei rec, Yo, MTV Raps
Aba torta o cap, no walkman só os classic
Era escambo de tape, das fita de skate
Os rap nas cassete, o que bombava era o break
CD era chique
Fita cassete, um requinte
Hoje terabytes de dados, no torrent é um clique
Todo mundo comenta
E compartilha o que pensa
Fazia rewind girando
As fitinhas na caneta
Hoje é iPad, Android
BlackBerry, eu usava mIRC
Blu-ray no Kinect
Era ICQ, não tinha Twitter
Bipe ou pager
Liga na central, chama o táxi
20 minutos rápido
Documentos no fax
Via Manchete, Changeman
Jiban, He-Man
Mágico era um balão, alegria era um trem
Instagram queimado no clique da Kodak
Yopa ou Kibon, escolher é bom, no clock é tik tak
Essa é um pouco da história que eu vivi
Do hip-hop anos 90 e 2000
Em Curitiba, Paraná, Brasil
Pra quem não viveu isso, poder entender o que digo
Fazer girar esse disco e manter o ciclo vivo
DJ Primo na spin, aerosol, Garagem Discos
Porte Ilegal, 66, Mounif Tacla, um vício
Gangsta rap, Arquivo X, Rádio 96
Gralha, DJ Bill, Primo, Blackout, era vocês
HGB, Artivistas, MDE
Maskot e Magu, Jeff Bass e Ploc me fez entender
Fortemente Armados, Dozeaba bolado
Comunidade Racional e o Nairobi empolgado
Mocambo e o Ragga, Coveiro e sua pá
Pilaco violou a mente de vários piá
Mustache, El Mago, Mil Duzentos Cinquenta
Escadão, Birinites, 13 de Maio, as batalha esquenta
Essa escola que ensinou que tinha o sentimento
Hip hop made in Curitiba segue cem por cento