1. 1

    Rizzih - Silabário

  2. 2

    Rizzih - Amarelo da Goiaba / Pensamento Asa / Amor Fati

  3. 3

    Rizzih - Amemos

  4. 4

    Rizzih - Essas Palavras

  5. 5

    Rizzih - Fragmentos

  6. 6

    Rizzih - Banquete

  7. 7

    Rizzih - Deixa Assim

  8. 8

    Rizzih - Júbilo

  9. 9

    Rizzih - Melô

  10. 10

    Rizzih - Poema Suspenso

  11. 11

    Rizzih - Pra Te Dizer Tudo

  12. 12

    Rizzih - Tempo Espaço

  13. 13

    Rizzih - A Sós

  14. 14

    Rizzih - Crioula

  15. 15

    Rizzih - Décima Luz

  16. 16

    Rizzih - Decisão

  17. 17

    Rizzih - Fica Perto (part. Lizzih)

  18. 18

    Rizzih - Hijra

  19. 19

    Rizzih - Instantes

  20. 20

    Rizzih - Junior (Intro)

  21. 21

    Rizzih - Lado B

  22. 22

    Rizzih - Latim

  23. 23

    Rizzih - Liberta-me, Ou Foge

  24. 24

    Rizzih - Noiva Sal

  25. 25

    Rizzih - Órbita

  26. 26

    Rizzih - Perdão

  27. 27

    Rizzih - Prelúdio Sobre Gênesis

  28. 28

    Rizzih - Retórica

  29. 29

    Rizzih - Sinceramente

  30. 30

    Rizzih - Sobre Lençóis e Pés

  31. 31

    Rizzih - Solitude

  32. 32

    Rizzih - Tanta (ft. Julia)

  33. 33

    Rizzih - Te Quero Bem

  34. 34

    Rizzih - Vênus

  35. 35

    Rizzih - Volta

  36. 36

    Rizzih - Zíper

Amemos

Rizzih

Eu viajo de carruagem pelo mundo
Eu levo pouca coisa na bagagem, eu levo todo mundo
Adormeço ao longo das ruas, amanheço no mar
Ás vezes me ocorre não ter nada
Mas há sempre luz pra acordar, despertar
Eu vejo gente, eu vejo animais e se eu dou sorte eu encontro humanos
Eu abraçaria á cada um deles, ouviria seus planos
Mas o meu dialeto gritado é incompreensível
Eu deveria dizer, eu sou ilegível

Não me ame!
Eu sou um excesso descompassado
Estrada interditada, eu sou um livro de romance barato
Antigo, no móvel velho jogado
Eu posso ser a aridez, a sequidão dos campos longínquos do nordeste
Ou posso ser talvez a chuva fluida inesperada que veio do leste
Talvez eu seja a sua resposta
Eu sou a fratura exposta
Eu fui excesso primeiro, do começo da existência á janeiro

Amemos!
Morramos todos de amor excessivo
Proponho começar tudo de novo
Para de novo morrer afogado no rio
De lágrimas fluidas deste vazio
Tu podes ser o móvel novo que ocupa a sala do meu estar
Pode ser talvez a nudez de um "eu te amo" gritado no ar
Que eu decorei até mesmo ao contrário
Pra quando eu não pudesse ouvir dos teus lábios
Tu me amaste primeiro
E eu morri de amor por ti hoje mesmo

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