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Carta

Dianna Sousa

Olá, há muito que não falamos,
Queria saber como estás, e quais são os teus planos,
Eu sinto saudades tuas, não sei se tu sentes minhas,
Mas caga nisso, são só mais cenas minhas,
Como tens andado? Tens sido feliz?
Espero que sim foi tudo o que sempre quis,
E esse sorriso? Continua igual?

Lembro-me quando estavas comigo, esse sorriso era fatal,
Aproxima-se o natal, vens a minha festa de anos?
Já sei que não, há muito que não nos damos,
Onde vais estar na passagem de ano?
Vais passa-la comigo, como passámos há um ano?
Eu prometo que não bebo, e não me drogo,
Vamos outra vez á janela ver o fogo..
Como estão os teus sobrinhos? Teem falado de mim?
Eram os nossos meninos, queriamos ter um assim..
Lembras-te..?
Esta é a carta que eu nunca te escrevi,
Então decidi cantá-la para te lembrares de mim,
Porque eu morro, eu morro,
De saudades do que eras para mim..

Já não sei se sabes, mas moro no mesmo sitio,
Estou a viver com o meu pai, como já te tinha dito,
A minha vida é sempre igual, mas está tudo bem,
A sara tem falado de ti, acho que também,
Tem saudades tuas, quando ela cantava para ti?
Nunca te viu, mas pergunta muito por ti,
Está enorme, está com cinco anos,
E ficar longe dela não fazia parte dos planos
Mas e tu? Ainda estás com a tua mãe?

Ainda discutem muito? Ou já está tudo bem?
Tens tido alguém? Descansa podes dizer..
Eu já me habituei, mas custa-me a crer,
Diz-me a verdade.. Tens estado bem?
Agazalha-te, tem estado frio ok?
Se não estiver tudo bem, pede um abraço meu
Porque tu sabes bem que tudo o que é meu é teu
Esta é a carta que eu nunca te escrevi,
Então decidi cantá-la para te lembrares de mim,
Porque eu morro, eu morro,
De saudades do que eras para mim..

Dei por mim, esta noite a sonhar,
Nos momentos malucos que nos faziam brilhar,
Ainda tens o que te dei, é triste mas sei,
Que os guardavas no armário, e não mostravas a ninguém,
Imaginei, que ia de novo acordar..
Olhava para o lado? E tu ias lá estar..
Recuava um ano, sem pensar duas vezes,
E dava-te aquele filho que sonhamos tantas vezes
Ainda te lembras das tardes no teu quarto?
Com a tua sobrinha, e o thomás ao nosso lado,
Aqueles filmes, jogos e brincadeiras,
Tinhamos paciencia para os aturar, tardes inteiras,
A nossa filha seria um clone da joana,
E por falar nela? Diz-lhe que a tia a ama

Mesmo estando distantes? Eles são tão importantes,
Diz ao thomás que um dia saimos como antes,
Ele as minhas cavalitas, a joana ao teu colo,
A tua mãe querida, essa mãe que adoro
E ao teu pai? Manda-lhe um grande beijo,
Porque pensando que não, já há um ano que não o vejo,
A tua familia, toda que adorei,
E aturar o teu feitio? Foi curso que tirei
E com isto, acabo a minha carta,
Eu não espero a resposta mas guarda
Esta é a carta que eu nunca te escrevi,
Então decidi cantá-la para te lembrares de mim,
Porque eu morro, eu morro,
De saudades do que eras para mim.

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