A Dina subiu o morro do Pinto Pra me procurar Não me encontrando, foi ao morro da Favela Com a filha da Estela Pra me perturbar
Mas eu estava lá no morro de São Carlos Quando ela chegou Fazendo encrenca, criando quizumba Dizendo que levou Meu nome pra macumba Só porque faz uma semana Que eu não deixo uma grana Pra nossa despesa
Ela pensa que a minha vida é uma beleza Eu dou duro no baralho Pra poder viver A minha vida não é mole, não Entro em cana toda hora sem apelação Já ando atrasado e sem paradeiro Sou um marginal brasileiro
Eu sou um marginal brasileiro Eu sou um marginal brasileiro Eu sou um, sou um marginal brasileiro Eu sou um, sou um marginal brasileiro Eu sou um, sou um marginal brasileiro