1. 1

    Goiá - Aurora do Mundo

  2. 2

    Goiá - Saudade de Minha Terra

  3. 3

    Goiá - Tipos Populares De Minha Terra

  4. 4

    Goiá - Recordação

  5. 5

    Goiá - Campos Amados de Coromandel

  6. 6

    Goiá - Canção do Meu Adeus

  7. 7

    Goiá - Flor do Lodo

  8. 8

    Goiá - Coromandel

  9. 9

    Goiá - Chapadão

  10. 10

    Goiá - Saudade de Coromandel

  11. 11

    Goiá - Triste Abandono

  12. 12

    Goiá - Gente de Minha Terra

  13. 13

    Goiá - Luz de Minha Alma

  14. 14

    Goiá - Pranto da Meia-Noite

  15. 15

    Goiá - Sonho de Criança

  16. 16

    Goiá - Adeus Filhinha

  17. 17

    Goiá - Canção do Meu Regresso

  18. 18

    Goiá - Cuiabá

  19. 19

    Goiá - Messalina

  20. 20

    Goiá - Meu Coró

  21. 21

    Goiá - Minuano do Sudoeste

  22. 22

    Goiá - Natal Em Goiás

  23. 23

    Goiá - Poenta da Vida

  24. 24

    Goiá - Poluição

  25. 25

    Goiá - Visita à Goiás

  26. 26

    Goiá - Esquina do Adeus

  27. 27

    Goiá - Garimpeiros Theodoro

  28. 28

    Goiá - Mutirão de Goiânia

  29. 29

    Goiá - Poente da Vida

  30. 30

    Goiá - Tela Branca do Meu Coração

  31. 31

    Goiá - Última Esperança

  32. 32

    Goiá - Vinte Anos de Silêncio

Tipos Populares De Minha Terra

Goiá

As almas simples da cidade onde nasci
Ofereço esta homenagem, pois jamais as esqueci
Quanta saudade das festanças de Janeiro
Da sanfona pé-de-bode, do amigo Tõe Barreiro

Maria Luca, Madalena e Tuniquinho
Limiro, João Baianinho, Gustavinho Pescador
As Mutuquinhas e a Maria Berreira
Lembro da Rita Pereira, me tratava de Doutor
O Maroveu, o garimpeiro itinerante
Que sonhava com um diamante, pra ganhar um grande amor

(Olá, Maroveu, como vai o garimpo, cê já bamburrou?)
(Ainda não, mas eu vô pegá um diamante e comprá um tomove)
(E passá perto da minha namorada e fazê assim)
(Piripipi, poropopó)
(Ah, ah, ah, ah, ah)

Lá nos Pereiras, numa festa que se fez
Foi essa a primeira vez, que o Zé Arruda dançou
Na outra noite, voltou pra dançar de novo
E invés de ver o povo, só silêncio encontrou
Desesperado, mas fingindo não ser nada
Com aquela voz gozada, na janela ele falou

(Cumpade Bastião, eu vortei aqui hoje pa dançá ota vez)
(Mas tá tudo mundo durmindo aí, pode fica de quitim aí)
(Imbaixo das cuberta, num pricisa se incomodá e levantá)
(Nem nada não, pode ficá de quitim aí)

(Cumpade Bastião, eu vortei aqui hoje pa dançá ota vez)
(Mas cê tá tudo mundo durmindo aí, num pricisa se levantá)
(Nem se incomodá, nem nada não, pode ficá aí de quitim)
(Imbaixo das cuberta ai)

(Cumpade Bastião)
(Ah, ah, ah, ah, ah)

Quatrocentão, Meio Metro e Aristote
Que bebia um pipote de caninha de uma vez
Lá na corrida, João Bodé era famoso
Por ser muito caprichoso ao falar o português
Em um comício de campanha pra Prefeito
Mais ou menos deste jeito, um discurso ele fez

(Amigos que estudam a Sintaxe)
(Didática, Metódica e Prática)
(O Paroxítono eleva a Gramática)
(Principalmente na Tese Dogmática)
(Porque prevalece a boa Pragmática)

(Observemos a inflorescência no vergel universal)
(Obliguliflóreo, Cincotinedôneo)
(Cluvaginácio, Rodiculácea)
(Qualquer elitroxilácea provoca a melifluidade)
(E o relés do Esternoclidomastódeo)
(Ah, ah, ah, ah, ah)

Segura o taco, ó querida Tia Rita
O fogo apaga e nós num pita, neste alegre recordar
Na minha volta no começo ou fim do ano
Zé Calixto e Tião Caetano, vão comigo passear
Naquela casa, tão modesta e pequenina
Onde a Dona Brazilina, certamente irá falar

(Bom dia, Dona Brazilina)
(Bom dia, cê pode fazê isso cumigo não, Gerson)
(Fica me remedano na rádio, dexa esse tem pá lá sô)
(Oia, sempe que o cê vié em Comandel, dá pulim lá em casa)
(Cê sabe, a casa é pobe, mas um cafezim, graça a Deus sempe tem)

(Ah, eu virei sim, mas e o seu amor, ele não vai ficar com ciúmes?)
(Ah, vai toma no seu trem bobo, num gosto disso não)
(Contá tudo pa tuliça)
(Ah, ah, ah, ah, ah)

Joana Padeira, o Chapu e o Antero
Quanto bem que eu lhes quero, não me esqueço de ninguém
E terminando esta simples homenagem
Vou contar uma passagem, de outro ser que quero bem
Um certo dia, quando voltava da escola
Eu ouví o velho Lola, conversando com alguém

(Foi lá na casa do Perique)
(Tava lá o Lola, encostado na parede)
(Quando passou uma senhorita, e falou)
(Olá Lola, você está bom?)
(Ah, eu tô e ocê?)
(Você está contente hoje, não?)
(Ah, eu tô e ocê?)
(Ó, mas que elegância, tá de calça nova, hein)
(Ah, eu tô e ocê, tá boa?)
(Ah, ah, ah, ah, ah)

Quanta saudade das festanças de Janeiro
Da sanfona pé-de-bode, do amigo Tõe Barreiro

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