Tatue minhas coordenadas em seus braços
Quero porque quero
Me abrigar em seu abraço
Das cabeças aos pés, das cabeças aos pés
Te espero
Desfaça fronteiras
Meridianos, fusos
A distância entre um átomo e o outro ainda é muito
Seu sangue corre em mim
E os meus pulmões abertos, gritam: Amém!
Subjugado ainda esse corpo
Sujeito aos meus desejos carnais
Uma disputa pelo meu querer
E eu quero porque eu quero só Te querer
Recalculo a rota todo dia
Meu Espírito quer o Leste
Minha carne o Oeste
E no meio de toda tensão
Eu quero porque quero só Te querer
Sólidos, líquidos
Sagrado, profano
Eterno, efémero
Celestial, terreno
E no meio de tudo
Eu quero só Te querer
Platão, Aristóteles
Inteligível, Tangível
Tudo o que eu percebo e tudo o que eu não vejo
Bem no meio de tudo
Eu quero só Te querer
Eu quero só Te querer
Eu quero só Te querer
Bem no meio de tudo
Eu quero só Te querer
Tatue minhas coordenadas em seus braços
Tudo o que eu quero
É me abrigar em Seu abraço