- 1
Karnak - O Mundo
- 2
Karnak - Boiadeiro
- 3
Karnak - Juvenar
- 4
Karnak - Cala a boca menina
- 5
Karnak - Nome das Coisas
- 6
Karnak - Comendo Uva na Chuva
- 7
Karnak - Martim Parangolá
- 8
Karnak - Alma Não Tem Cor
- 9
Karnak - Balança a Pança
- 10
Karnak - Espinho na Roseira/ Drumonda
- 11
Karnak - O Mundo Muda
- 12
Karnak - Rapaz Eu Vi
- 13
Karnak - 3 Aliens in L.A.
- 14
Karnak - Ai, Ai, Ai, Ai, Ai, Ai, Ai
- 15
Karnak - Amigos Normais
- 16
Karnak - Como Nascem as Crianças
- 17
Karnak - Estamos Adorando Tokio
- 18
Karnak - Eu Só Nasci
- 19
Karnak - Eu só Quero um Xodó
- 20
Karnak - Eu tô Voando
- 21
Karnak - Lee-o-Dua
- 22
Karnak - Maria Inês
- 23
Karnak - Mediocritas
- 24
Karnak - Mó muntuera
- 25
Karnak - Oxalá meu Pai
- 26
Karnak - Universo Umbigo
- 27
Karnak - Vim que Venha
- 28
Karnak - Zôo
- 29
Karnak - Abertura russa
- 30
Karnak - Candelara
- 31
Karnak - Céu com Pé no Chão
- 32
Karnak - Depois da chuva
- 33
Karnak - Estranho não, diferente
- 34
Karnak - Hymboraewqueyra
- 35
Karnak - Inalabama
- 36
Karnak - Iosef
- 37
Karnak - Ninguepomaquyde
- 38
Karnak - Num Pode Ser
- 39
Karnak - O Indivíduo
- 40
Karnak - Quadrilha do Pé Quente
- 41
Karnak - Sósereiseuseforsó/Nuvem Passageira
- 42
Karnak - Tiro ao Álvaro
- 43
Karnak - Velho No Metrô
- 44
Karnak - We need nothing
Maria Inês
Karnak
Uma historia muito triste, a história de maria inês
Era casada com antônio. o antônio de muringa
Que tomava muita pinga e ficava trololó
Chegava em casa lhe enchia de porrada
Ficava toda inchada e o ódio começou a subir
Foi pra cozinha pegou a faca de corte
Tava cheirando a morte e ela começou a esfaquear
E cada golpe que maria dava, lembrava de uma porrada
Que vivia a receber e cada corte que maria fazia
Lembrava da agonia sua alma num vai esquecer
Matô, matô, matô pra se salvar
Pegô a mula que já estava bem velhinha
Foi bem de madrugadinha ela teve que fugi
E o delegado de muringa era o tonhão
O azar dessa maria ele era do antônio irmão
E ele foi atrás dessa muié muito mais pela vingança
Do que pela justiça e ela ficou de mutuca no morrinho
E quando o tonhão passou, ela pulô no seu pescoço
Tirô a faca da cintura e furô aquele moço
Que era irmão do seu marido que acabara de matar
Matô, matô, matô pra se salvar
João augusto era filho de tonhão
Ficou muito indignado porque o seu pai se foi
E quem matou foi sua tia que um certo dia até que ele gostou
Pegou a arma do armário do seu avô
Era um bacamarte velho, muita vezes ele usou
E foi atrás de sua tia assassina, isso era a sua sina
Ele tinha que matar
Mas maria, quando viu joão augusto, ficou paralisada e começou a rezar
E o muleque apontou na sua cabeça
A maria viu a morte e começou a chorar
Mas a arma que joão usava ela era muito usada e o gatilho emperrou
E antes que o rapaz pensasse, a maria pegou a faca
E o esfaqueou.
Matô, matô, matô pra se salvar
E todo mundo da cidade de muringa
Ficou com muito ódio da mulher que só matava
E os home se juntaram lá no morro
Eram mais de 30 cabra, tinha também uns cachorro
E foram atrás daquela mulher maluca que tava com o demo
Mais feroz que um cão, foi ela que matô joão augusto, o antônio seu marido e também matô tonhão
Encontraram ela lá no matagal fazendo uma fogueira
Pá comer um tal calango
Calango tango do calango da lacraia
Os home puxaram a faca pá matá maria inês
Maria inês pegou a faca
Maria inês pegou a faca
Maria inês pegou a faca: me mato!
Ninguém me mata!
Pegô a faca na frente de todo mundo
E se matô cortando seu pescoço
E os home ficaram tudo olhando
E ficaram perguntando porque existe tanta dor
Morreu, morreu, morreu pá se salvar.