1. 1

    Laécio Beethoven - Arraiá do Sertão

  2. 2

    Laécio Beethoven - À Moda Antiga (Poesia)

  3. 3

    Laécio Beethoven - Coió (Coronel Inácio Oliveira)

  4. 4

    Laécio Beethoven - Como Jóia

  5. 5

    Laécio Beethoven - Cordel Celeste

  6. 6

    Laécio Beethoven - Dança Dos Rios

  7. 7

    Laécio Beethoven - Eu, Também Banto

  8. 8

    Laécio Beethoven - Forom Fonfom da Sanfona

  9. 9

    Laécio Beethoven - Jardim Viola - Lecinho e Viola

  10. 10

    Laécio Beethoven - Maravilha

  11. 11

    Laécio Beethoven - Receita

  12. 12

    Laécio Beethoven - Sequência de Sonetos 2 (Poesia)

  13. 13

    Laécio Beethoven - Seu Pirralho

  14. 14

    Laécio Beethoven - Tributo ao Conterrâneo

  15. 15

    Laécio Beethoven - 14 Bis

  16. 16

    Laécio Beethoven - A Morte

  17. 17

    Laécio Beethoven - Antônio Conselheiro e as 25 Igrejas

  18. 18

    Laécio Beethoven - Asas Que Rasgam o Tempo

  19. 19

    Laécio Beethoven - Áurea

  20. 20

    Laécio Beethoven - Bogaris

  21. 21

    Laécio Beethoven - Caixinha de Surpresas

  22. 22

    Laécio Beethoven - Calma Sonho Dalma

  23. 23

    Laécio Beethoven - Calma Sonho Dalma

  24. 24

    Laécio Beethoven - Ciranda na Tarja Preta

  25. 25

    Laécio Beethoven - D"EU"S

  26. 26

    Laécio Beethoven - Dependurado no Jegão

  27. 27

    Laécio Beethoven - Hino de Piritiba

  28. 28

    Laécio Beethoven - Homem e Mulher

  29. 29

    Laécio Beethoven - Lírios

  30. 30

    Laécio Beethoven - Meu Verso (Poesia)

  31. 31

    Laécio Beethoven - O Mercado do Talento

  32. 32

    Laécio Beethoven - O Sertão em Conto In Verso

  33. 33

    Laécio Beethoven - Passo-Preto (Cordel)

  34. 34

    Laécio Beethoven - Por Favor

  35. 35

    Laécio Beethoven - Quem Dera

  36. 36

    Laécio Beethoven - Rap do Galo

  37. 37

    Laécio Beethoven - Rio de Algodão

  38. 38

    Laécio Beethoven - Segunda Opinião (Poesia)

  39. 39

    Laécio Beethoven - Sequência de Sonetos 1 (Poesia)

  40. 40

    Laécio Beethoven - Sete Sonetos

  41. 41

    Laécio Beethoven - Sete Sonetos (Poesia)

  42. 42

    Laécio Beethoven - Travessuras da Cor da Flor

  43. 43

    Laécio Beethoven - Troca Certa

  44. 44

    Laécio Beethoven - Vende-se Esca Casa

  45. 45

    Laécio Beethoven - XPTO Foice

Sete Sonetos (Poesia)

Laécio Beethoven

Para um só humano são duas sentenças
Os três mosqueteiros são quatro. Que contas!
São cinco os sentidos. O que mais tu me aprontas?
Meia dúzia de idas, milhões de nascenças

Queria saber entender muitas crenças
Depois transcrever, como hoje me apontas
Oh! Mundo das letras. Nos versos, confrontas
De sete sonetos, nobrezas intensas

Que se faça ouvir no soneto primeiro
O verbo da culpa de ser estrangeiro
Na pátria, no lar ou na mente alheia

Que se veja o risco no ter avareza
Por terra, petróleo, por água ou riqueza
Oh! Sol sábio amigo! Traz-me a lua-cheia

De quadras e ricas setilhas violeiras
Lendária contagem de vidas felinas
Mulheres setênias, ainda meninas
Esperam dobrar para serem meeiras

Do filho que nasce no véu da poeira
A outra metade pertence às campinas
Seus sonhos remotos são velhas colinas
Seguindo cortejos, subindo ladeiras

Se lhe for possível, luar, docemente
Cobrir essa virgem que, precocemente
Deu luz e destino de pré-emigrante

Proteja e banhe os grãos desse milho
Para o “filho-da-mãe” quando for “pai-do-filho”
Levar dessa roça um orgulho gigante

Oh! Sol das quenturas! Tu não exageras
Mantendo aquecidos teus filhos, tuas crias
Oh! Gelo distante! Tu nunca resfrias
Nas faces marcadas, as sete crateras

Mas sendo consenso o sábio de veras
Misture-os. Traga às nossas bacias
Aos chicos e mares as águas sadias
“Termo-controladas”. Pra gente? Espera!

Não deixe que nada padeça de sede
Nem peixe, nem bicho, nem galho, nem rede
Que sempre serão mais humanos que nós

E, sem disparate às flores que colho
Suplique a essa estrela: Arregale um só olho
Usando meia luz, meio grau, meia voz

O vento moderno soprando fresquinho
Desnuda o caminho que traz a “internet”
“ On line”, “e-mail”, “orkut”, “delete”
Quem tem vinte e sete é quase velhinho

O escriba que ainda em seu pergaminho
Rabisca histórias, com o novo compete
O navegador lema “mouse” ou “disquete”
O pombo-correio nem é passarinho

O forno da mídia cremando conceitos
É inatives a ativos perfeitos
O vasto universo tão tátil, tão nu

A mão sobre a roda, a luz, o alento
Ao “analfabite”, distanciamento
O sono das filas... “neo-carandiru”!

As tais maravilhas do mundo, anões
As notas da escala, o sete, em setembro
O dois junto ao cinco no mês de dezembro
As cores do arco, os sete grilhões

Os pães e peixinhos, multiplicações
Pecados mortais, capitais... Ainda lembro
Tem sete cabeças o bicho sem membros
Sete cavaleiros, suas revelações

A veracidade não faz coincidência
Nas somas e contos mostrar veemência
Parece omitir contas de mentiroso

Pois sete sonetos, fantasticamente
Imergem palavras a fundo na mente
A palmos, em sete, fecunda-se o gozo

Nos corpos, em chama tão peculiar
Concebe-se o filho; croqui de pessoa
Coração do corpo, do barco a proa
Cunhã na aldeia, na igreja o altar

Pai “onipresente”, implúvia, radar
Com atos e fatos o anjo abençoa
O amor compartilha, à família se doa
Ao gomo, a glória; aos netos, um lar

No sétimo dia descansa, à mercê
À cria compete vivar o dever
Em hinos ou nênias berrar alto e forte

Não mate com vícios a vida que prega!
Garimpe a excelência que a honra não nega!
Contrário caminho explica a morte

Agora proclama, à língua afiada
O som derradeiro na conta dos sete
O eco da rima o vento repete
Aos homens de bem a honrosa jornada

Em cena a paixão, ora palavreada
Com o refinamento que ao sábio compete
No foco esses corpos de reis e valetes
Em anos de copas e bola encantada

Tomai e bebei, audições piedosas
As sãs poesias, tão melodiosas
Embora calosos, descalços no solo

Os pés que conduzem tais corpos a planos
Jamais povoados por falsos fulanos
Os filhos sem pátria, sem mátria, sem colo

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