Fim de setembro na cidade
O céu está cinza, o ar está pegajoso
Eu continuo pegando no sono e despertando
Deixando o Sol queimar a grama
As moscas estão batendo no vidro
Mas elas são as únicas outras amigas que tenho, sabe?
Eu preciso dele tanto que dói
Eu queria que ele não precisasse ir trabalhar
E eu só me deito e vejo o ventilador de teto girar
Ele é o meu homem
De mãos dadas
Até o inferno e de volta
E o amo como ninguém mais pode
Ele é o meu homem
Estou ferrada
Não, ninguém tem que entender
Eu e meu homem
Eu fico em casa e faço o jantar dele
Mesmo assim, de alguma forma, ele continua emagrecendo
Eu espero, vendo a máquina de lavar
Girar e girar de novo
Eu preciso dele tanto que dói
Eu queria que ele não precisasse ir trabalhar
Ele reclama que sua visão está embaçada
Ele é o meu homem
De mãos dadas
Até o inferno e de volta
E eu o amo como ninguém mais pode
Ele é o meu homem
Estou ferrada
Não, ninguém tem que entender
Eu e meu homem
Ele continua tendo sonhos febris
Que ele nunca poderá ir embora
Ele acorda com dor de cabeça, um gosto estranho no chá
Eu quero que ele fique para sempre
Ele é mais feliz comigo
Porque ele
Ele é o meu homem
E eu o amarei como ninguém mais poderá
Ele é o meu homem
Ele enlouqueceu
Não, ninguém tem que entender
Eu e meu homem