Confesso que me enganei Nem tudo foi como eu quis E a luz dos meus olhos De prata virou aço, e de aço, solidão
Perdi a fé e o caminho Nada explica, nem consola, deixar de existir E o mal maior parecia estar Não dentro de mim Mas nas mãos de quem tentou me ajudar
Eu nunca quis te machucar E quanto mais eu me feria Mais me doía ver você sangrar
O que era medo hoje é motivo E os erros são as lições Tenho a sorte fiel escudeira, como tenho você
Agora estou tranquilo assim Pois tenho a mim mesmo e sei Que tenho um abrigo Tenho minha asas Ainda tão fortes que até posso te levar comigo