1. 1

    Marco Telles - Auê (A Fé Ganhou) (part. Ana Heloysa, Filipe da Guia e Coletivo Candiero)

  2. 2

    Marco Telles - Colossenses e Suas Linhas de Amor (part. fhop music)

  3. 3

    Marco Telles - O Convite (part. Filipe da Guia e Coletivo Candiero)

  4. 4

    Marco Telles - Amado Timóteo (versão completa)

  5. 5

    Marco Telles - Rio Sem Porta (part. Filipe da Guia e Coletivo Candiero)

  6. 6

    Marco Telles - Casa Cheia (part. Filipe da Guia e Coletivo Candiero)

  7. 7

    Marco Telles - Até Sozim (part. Filipe da Guia e Coletivo Candiero)

  8. 8

    Marco Telles - Grupo C (part. Filipe da Guia e Coletivo Candiero)

  9. 9

    Marco Telles - Deixar (LUMC) / Único (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  10. 10

    Marco Telles - Um Nó (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  11. 11

    Marco Telles - Grupo A (part. Filipe da Guia e Coletivo Candiero)

  12. 12

    Marco Telles - Tu, Porém (part. Filipe da Guia e Coletivo Candiero)

  13. 13

    Marco Telles - Tu, porém / Tese 95

  14. 14

    Marco Telles - É de Manhã (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  15. 15

    Marco Telles - O Convite / A Natureza das Coisas (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  16. 16

    Marco Telles - Conclusão (part. Filipe da Guia e Coletivo Candiero)

  17. 17

    Marco Telles - Grupo B (part. Filipe da Guia e Coletivo Candiero)

  18. 18

    Marco Telles - Elucidação (II Tm 4.9-13)

  19. 19

    Marco Telles - O Velório da Solidão (Ao Vivo) (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  20. 20

    Marco Telles - Ser Tão Teu (LUMC) (Ao Vivo) (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  21. 21

    Marco Telles - Chegança do Extremo Leste (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  22. 22

    Marco Telles - Canção do Cristão Medieval

  23. 23

    Marco Telles - Perder

  24. 24

    Marco Telles - Introdução (II Tm 4.1-8)

  25. 25

    Marco Telles - Mil Caminhadas (part. Coletivo Candiero)

  26. 26

    Marco Telles - Araforma (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  27. 27

    Marco Telles - Se Foi

  28. 28

    Marco Telles - Desenvolvimento (II Tm 4.14-18)

  29. 29

    Marco Telles - Antes de Nascer o Mundo (part. Coletivo Candiero, João Manô, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  30. 30

    Marco Telles - Marat Sá / Colossenses e Suas Linhas de Amor / Peixe Vivo (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  31. 31

    Marco Telles - Ensaio Sobre Luz

  32. 32

    Marco Telles - A Partida

  33. 33

    Marco Telles - Tu, Porém (Ao Vivo) (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  34. 34

    Marco Telles - Benedictus

  35. 35

    Marco Telles - Filipenses, O Avesso

  36. 36

    Marco Telles - Aplicação (II Tm 4.19-22)

  37. 37

    Marco Telles - Peregrino

  38. 38

    Marco Telles - A Resposta (part. Coletivo Candiero e Filipe da Guia)

  39. 39

    Marco Telles - Rio Sem Porta (Ao Vivo) (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  40. 40

    Marco Telles - Ensimesmo (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  41. 41

    Marco Telles - Timóteo, Serviço e Fé

  42. 42

    Marco Telles - Dois Castelos (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  43. 43

    Marco Telles - Casa Cheia (Ao Vivo) (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  44. 44

    Marco Telles - Gloria in Excelsis Deo (part. Guilherme Iamarino e Hipona)

  45. 45

    Marco Telles - Maturidade

  46. 46

    Marco Telles - Um

  47. 47

    Marco Telles - Circômio

  48. 48

    Marco Telles - Onde Está Deus

  49. 49

    Marco Telles - Único (part. Florianópolis House Of Prayer)

  50. 50

    Marco Telles - Marco Zero (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  51. 51

    Marco Telles - Resplendor

  52. 52

    Marco Telles - Alegrem-se Na Esperança

  53. 53

    Marco Telles - Nunc Dimittis / Tenho Tudo

  54. 54

    Marco Telles - Romanos 11 (part. Purples)

  55. 55

    Marco Telles - Salmo 139

  56. 56

    Marco Telles - Bem-Aventurados

  57. 57

    Marco Telles - A Última Canção (part. João Manô)

  58. 58

    Marco Telles - Constelações (feat. Guilherme Andrade)

  59. 59

    Marco Telles - O Verbo

  60. 60

    Marco Telles - Pela Íris do Olhar

  61. 61

    Marco Telles - Conclusão Instrumental (Momento Da Guia) (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  62. 62

    Marco Telles - Confissão

  63. 63

    Marco Telles - Lá(r)

  64. 64

    Marco Telles - Bem Melhor Pra Mim

  65. 65

    Marco Telles - Indesculpáveis

  66. 66

    Marco Telles - Mil Caminhadas (Ao Vivo) (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  67. 67

    Marco Telles - A Promessa

  68. 68

    Marco Telles - Hebreus nas Alturas (part. Ana Heloysa)

  69. 69

    Marco Telles - O Cristão Incrível

  70. 70

    Marco Telles - O Que Ninguém Viu

  71. 71

    Marco Telles - Antes do Princípio

  72. 72

    Marco Telles - Até Sozim (instrumental) (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  73. 73

    Marco Telles - Beneplácito

  74. 74

    Marco Telles - Invocarei

  75. 75

    Marco Telles - Magnificat (part. Ana Rock)

  76. 76

    Marco Telles - Paciência / Jardim; Terei

  77. 77

    Marco Telles - Pela Glória do Rei

  78. 78

    Marco Telles - Um Nó (ao vivo) (part. Coletivo Candiero, Calmará, Midian Nascimento, Ana Heloysa e Daniel Alves)

  79. 79

    Marco Telles - A Mão que Enxuga

  80. 80

    Marco Telles - Aquele Que Começou

  81. 81

    Marco Telles - Babel

  82. 82

    Marco Telles - Declínio

  83. 83

    Marco Telles - Domingo Triunfal

  84. 84

    Marco Telles - Emanuel (você Não Está Só)

  85. 85

    Marco Telles - Ensaio Sobre Luz (Instrumental)

  86. 86

    Marco Telles - Eu e Tu e o Vento

  87. 87

    Marco Telles - Proto Evangelho

  88. 88

    Marco Telles - Súbito

  89. 89

    Marco Telles - Toada do Semeador (part. João Manô)

  90. 90

    Marco Telles - Tua Graça Me Basta

  91. 91

    Marco Telles - A Porta

  92. 92

    Marco Telles - Às margens da Babilônia

  93. 93

    Marco Telles - Com Minhas Mãos

  94. 94

    Marco Telles - Fazer Tua Vontade

  95. 95

    Marco Telles - Vazio & Você (feat. Monique Patrício)

  96. 96

    Marco Telles - Viu Deus Que Era Bom

  97. 97

    Marco Telles - Acima de Todos

  98. 98

    Marco Telles - Amém

  99. 99

    Marco Telles - Celebrai o Sangue

  100. 100

    Marco Telles - Declínio (Instrumental)

  101. 101

    Marco Telles - Dependo

  102. 102

    Marco Telles - Ele Não Mudará

  103. 103

    Marco Telles - Gênese

  104. 104

    Marco Telles - Hoje

  105. 105

    Marco Telles - O Cristão Incrível (Instrumental)

  106. 106

    Marco Telles - Óleo Sobre Mim

  107. 107

    Marco Telles - Por hoje basta

  108. 108

    Marco Telles - Terra seca nunca mais

  109. 109

    Marco Telles - Teu reino sobre nós

  110. 110

    Marco Telles - Tributo à Santa Lei

  111. 111

    Marco Telles - Vento Que Vem Soprar

  112. 112

    Marco Telles - Viva

O Cristão Incrível

Marco Telles

Em busca de pão
Peregrinos de todas as partes tem cruzado a história
Gente trôpega, vacilante

Insatisfeitos com sua própria condição
Pessoas pelas quais verdadeiros muros de pedra
Foram erguidos diante de seus pés
Impedindo-os de sequer sonhar
A chance de uma vida leve, fluída

Aquele que está doente em fase terminal
Busca pão que lhe possa sanar tal realidade inevitável da morte
Aquela outra cresceu ouvindo ser feia

E sentindo-se esmagada pelo padrão estético
Minguado de uma sociedade mesquinha
Ela busca pão que lhe faça se sentir finalmente aceita

O senhor de cabelos brancos adiante sabe o que é perder
E já nem se lembra mais qual foi o último jantar em família
Com as próprias mãos transformou em pó

Tudo que mais amava e todos os que mais precisava ter ao lado
Ele sabe o que é chorar e busca pão
Que lhe traga de volta o riso dos amigos à mesa
E o aroma da família por perto

Mais adiante tem ela
Dormindo o sono dos desajustados
Sem dar ouvidos à razão

Sonhando com um mundo que não lhe chamem de João
Nem lhe virem as costas na calçada
Busca pão que lhe faça sentir-se pela primeira vez
Em harmonia com seu próprio corpo

Enquanto olham para si mesmos e suas infindas dores
Processos e crises
Nada veem além de abismos
Paredes de pedra e silêncio

Mas então
Um vento fresco de brisa leve
Soprou-lhes gentilmente ao ouvido e olharam pra trás
O único lugar que não haviam procurado, atrás
E lá estava a história que é maior do que si mesmos

Acharam o contexto, o enorme
O anterior, o que veio antes
Por um milésimo de segundos

Sentiram-se mais extensos
Do que sua própria existência singular
Como se fizessem parte de um todo
Um roteiro que lhes contam a jornada
Não de si mesmos e de seus fracassos

Mas de Deus e seu triunfo
De um povo inteiro criado pra sua glória
Caídos pelos seus pecados
E erguidos pelos méritos do filho amado

Eles olharam pra trás
E lá estavam o pão que tanto sonhavam
A pergunta finalmente respondida
Um enigma explicado

Naquela história única chamada de precioso evangelho de Cristo
Virou seu próprio rosto na imagem
Do homem ensanguentado e esmagado no madeiro

Morreram com ele e sepultaram seus corações naquela tumba escura
De uma forma que não conseguem definir completamente
Viram-se ao terceiro dia ressurretos em triunfo junto com ele
Que dia perfeito

Nas águas, diante dos que com eles olharam pra trás
Deixaram-se lavar de uma vida sem a glória desse precioso evangelho
Na mesa, acharam finalmente o pão e beberam do vinho

Abraços, sorrisos, gentileza e afeto
Encheram de púrpura e brilho toda aquela casa
Mas, então
Olharam pra si

Aquele que sentia dores na carne ainda estava sofrendo
Nada mudou do lado de fora
A moça que se sentia feia olhando no espelho

O viu ainda a mesma imagem e uma vez mais chorou
O senhor de cabelos brancos continua assentando-se só
No mesmo banco de praça em cada pôr-do-Sol

E aquela outra ainda sente as dores
Por não ser como gostaria
Nem ter a complacência
Dos que passam por ela na calçada

A dor ainda dói
A lágrima ainda cai
E o pão da mesa que antes parecia fartura
Mostrou-se migalha, apenas migalhas

Um pequeno feixe de luz feito estrela cadente
Cruzando a negridão do céu
Todas as vezes que eles estão juntos
A dor parece não existir de verdade

Comem outra vez do pão, a migalha de pão presente na mesa
Sorriem levemente com mais esse feixe de luz
Que cruza a negridão da existência mas voltam

Ele volta pros remédios
Ela volta pro complexo
O outro volta pra solidão
E aquela volta pro desajuste
Como continua?

O que foi que perdemos ao longa dessa narrativa
Que não nos permite compreender tal fim?
Onde está a peça que falta pra preencher a lacuna final?

O precioso evangelho de Cristo
Não se ocupa exclusivamente com que se vê
Antes é a janela que se abre pra além do que se vê com os olhos
A fé exercida no filho bendito de Deus
Não é pra o agora mas para o sempre

O agora perde seu significado exagerado
E resume-se à esperança do que virá
O que vejo não é mais o que me sustenta
O que não vejo torna-se a âncora da vida

Ele ainda toma os seus remédios e a dor ainda lhe faz chorar
Mas veja
Há um riso leve no canto de sua boca
Ela ainda vê no espelho a imagem esmagada
De alguém insuficiente pros padrões da sociedade

Mas veja
Pôs um laço na cabeça e saiu pra dançar
Ele ainda sente saudade dos que afastou de si mesmo

Mas perceba
Tem um garoto sentado ao seu lado ouvindo suas histórias
Ela ainda sente-se desajustada no agora

Mas olhe de perto
Na íris de seus olhos está a verdade de quem ela é
E no fundo de sua alma se esconde a viva esperança

De que embora ainda não seja amanhã
Logo cedo muito em breve acordará
Pra plenitude da vida que há de vir
E lá será exatamente o que tem de ser
Será exclusivamente o que deve ser

Conheçam esses incríveis cristãos
Eles caminham equilibrando-se com graça
Na atenção entre o já e o ainda não
Já estão salvos

E ainda sim aguardam a salvação
Já estão santificados à imagem de Cristo
Mas esmurram a carne diariamente
Aguardando a glorificação de seus membros

Já estão lá no alto assentados
Majestosamente ao lado de seu Senhor
Mas ainda caminham humildemente
Com farrapos de roupas terrestres

Já desfrutam das migalhas do banquete
Mas aguardam pelo dia em que se fartarão
Eternamente nas bodas do cordeiro
Eles temem a Deus
Mas já não tem mais medo dele

Sentem-se dominados e perdidos diante da grandeza da sua justiça
Mas não existe presença que lhes deem maior alegria que esta mesma
Eles sabem que foram purificados de suas faltas e pecados

Mas sentem-se penosamente culpo
De que nada bom habita em sua carne
Eles amam profundamente alguém a quem nunca viram

Embora sendo pobres sentem-se
À vontade para conversar
Com aquele é o Rei de todos os reis
E Senhor de todos os senhores

Embora sendo eles cidadãos do céu
Amam essa terra e os seus limites
Caminham proclamando o que há de beleza aqu
I e anunciando de onde vem toda a beleza dos homens

Quando olham pra cruz são pessimistas
Pois sabem que o mesmo juízo que caiu sobre o Senhor da Glória
Condena nesse ato único toda natureza e todo mundo dos homens

Rejeitam qualquer esperança humana fora de Cristo
Pois sabem que o mais nobre esforço dos homens
Não passa de pó edificado sobre pó

Todavia
Se a cruz condena o mundo
A ressureição de Cristo garante o triunfo final do bem em todo universo
Através de Cristo tudo acabará bem
E o Cristão aguarda tal consumação

Ah, que cristão incrível
Embora havendo ainda dor e lágrimas
Já não há mais lamento e desespero
A esperança é a questão que os carrega até o fim
Caminham em insistente transformação daquilo que são

Naquilo que deveriam ser
Nesse constante devir insistem em dizer
Nós um dia o veremos face a face
E o conheceremos como somos conhecidos
Nós um dia o veremos face a face
E o conheceremos como somos conhecidos

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