Pode ser tarde demais Pode estar cedo demais Pra ver o sol se pôr
A hora nem começou O tempo todo passou E eu nem senti Voou...
Mas a verdade é que o tempo parou Na realidade o tempo nunca esperou ninguém
Pode ser que eu vá lá Pode ser que eu fique aqui Mas onde eu estou?
Talvez você apareça Talvez você não se esqueça De como eu...
Eu sou assim Não posso ser ninguém A hora que se foi agora vem
Mas não é hora de me apavorar O tempo voa e agora eu vou voar
Eu vou cair da ampulheta Naquela duna de areia Não, não tente me pegar Sou o filho da Zabumba Sou veleiro a velar
Sou a vela cor de rosa que ilumina todo o chão Sou queda de cachoeira, sou o rio e corro em vão
Mas nada é em vão Nada igual a ninguém Não posso ser ninguém A hora que se foi agora vem Mas não é hora de me apavorar O tempo voa e agora eu vou voar...