Uma comadre esmaltada
Uma janela, uma mesa de cabeceira, uma cama
Viver é duro e desconfortável
Mas é confortável morrer
Uma comadre esmaltada
Uma janela, uma mesa de cabeceira, uma cama
Viver é duro e desconfortável
Mas é confortável morrer
E silenciosamente pinga da torneira
E a vida, desgrenhada como uma vagabunda
Sai como se fosse de uma névoa
E vê uma mesa de cabeceira, uma cama
E eu tento me levantar
Quero olhar nos olhos dela
Olhar nos olhos e chorar
E nunca morrer, nunca morrer
Nunca morrer, nunca morrer, nunca morrer
Uma comadre esmaltada
Uma janela, uma mesa de cabeceira, uma cama
Viver é duro e desconfortável
Mas é confortável morrer
Uma comadre esmaltada
Uma janela, uma mesa de cabeceira, uma cama
Viver é duro e desconfortável
Mas é confortável morrer