1. 1

    Os Fagundes - Canto Alegretense

  2. 2

    Os Fagundes - Origens

  3. 3

    Os Fagundes - Sestiando Nos Meus Pelegos

  4. 4

    Os Fagundes - Galpão Crioulo

  5. 5

    Os Fagundes - Tropeiro Velho

  6. 6

    Os Fagundes - Os Cavaleiros da Paz

  7. 7

    Os Fagundes - Vide, Vida, Marvada

  8. 8

    Os Fagundes - Tô No Vanerão

  9. 9

    Os Fagundes - Trova do Alegrete

  10. 10

    Os Fagundes - Querência Amada

  11. 11

    Os Fagundes - Querência

  12. 12

    Os Fagundes - Urubu

  13. 13

    Os Fagundes - A gente canta

  14. 14

    Os Fagundes - Louco Por Chamamé

  15. 15

    Os Fagundes - No Balanço da Morena

  16. 16

    Os Fagundes - Última Lembrança

  17. 17

    Os Fagundes - Baita Baile

  18. 18

    Os Fagundes - Bate-Coxa

  19. 19

    Os Fagundes - Lá no Alegrete

  20. 20

    Os Fagundes - Tambor do Coração

  21. 21

    Os Fagundes - Chamamecero

  22. 22

    Os Fagundes - Menino da Porteira

  23. 23

    Os Fagundes - O Colono

  24. 24

    Os Fagundes - Oh! De Casa!

  25. 25

    Os Fagundes - Para, Pedro

  26. 26

    Os Fagundes - Prosa Em Família

  27. 27

    Os Fagundes - As Coisas do Meu Rincão (part. José Mendes Junior)

Menino da Porteira

Os Fagundes

Toda vez que eu viajava pela Estrada de Ouro Fino
de longe eu avistava a figura de um menino
que corria abrir a porteira e depois vinha me pedindo:
- Toque o berrante seu moço que é pra eu ficar ouvindo.

Quando a boiada passava e a poeira ia baixando,
eu jogava uma moeda e ele saía pulando:
- Obrigado boiadeiro, que Deus vá lhe acompanhando
pra aquele sertão à fora meu berrante ia tocando.

Nos caminhos desta vida muitos espinhos eu encontrei,
mas nenhum calou mais fundo do que isso que eu passei
Na minha viagem de volta qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada o menino não avistei.

Apeei do meu cavalo e no ranchinho a beira chão
Ví uma mulher chorando, quis saber qual a razão
- Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão!
Quem matou o meu filhinho foi um boi sem coração!

Lá pras bandas de Ouro Fino levando gado selvagem
quando passo na porteira até vejo a sua imagem
O seu rangido tão triste mais parece uma mensagem
Daquele rosto trigueiro desejando-me boa viagem.

A cruzinha no estradão do pensamento não sai
Eu já fiz um juramento que não esqueço jamais
Nem que o meu gado estoure, e eu precise ir atrás
Neste pedaço de chão berrante eu não toco mais.

Momentos

O melhor de 3 artistas combinados