Decassílabos em Romantismo de Zé limeira e Antonio Barbosa

Pernamuamba

"No sereno sertão da Palestina
Eu cantava num dia de Finado,
Uma vaca pastava no cercado,
Um macaco comia uma menina
Um sargento chegava numa usina,
Um moleque zarôi vendia pente,
Um cavalo chinês trincava o dente,
Uma zebra corria atrás dum frade...
Quer saber quanto custa uma saudade
Tenha amor, queira bem e viva ausente!

"Saudade é uma palavra tão mimosa
Que só cabe nos cânticos de amor...
Quando agente se torna um sonhador
Pronuncia saudade em cada glosa.
É tão bela que a lira de Barbosa
Decantá-la tentou inutilmente...
É um espinho que fura a alma da gente,
Deixando o coração pela metade...
Quer saber quanto custa uma saudade?
Tenha amor,queira bem e viva ausente!"


"Eu comparo saudade como um barquinho
Solitário,perdido no alto mar,
Sob os raios de prata do luar,
Entre as ondas que fazem seu caminho.
Mesmo assim,sem roteiro e tão sozinho
É poeta que chora canta e sente...
Quanto mais a saudade mata e gente,
Mais agente se inspira de verdade...
Que saber quanto custa uma saudade?
Tenha amor,queira bem e viva ausente!"


"Limeira só canta toada bonita
Pra moça da roça, pra moça da rua...
Braúna, chocalho de noite de lua,
Cardeiro enfeitado de laço de fita.
Carroça vestindo camisa de chita,
Novena na casa do Sítio Tauá,
Porteira, cancela, vereda, jucá,
Mutuca, facheiro, valado, pagode,
A cabra rodando na pimba do bode,
Cantando galope na beira do má".
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