- 1
Poeta J Sousa - O Pai, o Filho e o Carro
- 2
Poeta J Sousa - O Mal Se Paga Com o Bem
- 3
Poeta J Sousa - Quando Eu Ia Ela Voltava
- 4
Poeta J Sousa - Quem Eu Fui, Quem Eu Sou, Quem Eu Serei!
- 5
Poeta J Sousa - As Mortes do Brega - Cantores Bregas Que Morreram
- 6
Poeta J Sousa - Lampião "Rei do Cangaço"
- 7
Poeta J Sousa - O Aboio do Vaqueiro
- 8
Poeta J Sousa - A Semelhança do Saco Pro Papo
- 9
Poeta J Sousa - AMOR DE MÃE É ASSIM
- 10
Poeta J Sousa - Na Porteira do Curral
- 11
Poeta J Sousa - Vaqueiro, Gado e Mulher
- 12
Poeta J Sousa - A Vida do Vaqueiro
- 13
Poeta J Sousa - Pássaro Preso Em Gaiola
- 14
Poeta J Sousa - A Mãe Que Perde Um Filho
- 15
Poeta J Sousa - Choro e Risada No Enterro
- 16
Poeta J Sousa - NÃO MATE O SABIÁ
- 17
Poeta J Sousa - Zorra Total
- 18
Poeta J Sousa - Abuso de Criança
- 19
Poeta J Sousa - Cabeça Grande Pequena
- 20
Poeta J Sousa - Casamento de Véi
- 21
Poeta J Sousa - Diferença Entre o Rico e o Pobre
- 22
Poeta J Sousa - Faça o Bem, Não Olhe a Quem
- 23
Poeta J Sousa - Falta Um Boi, Vaqueiro!
- 24
Poeta J Sousa - Gibão de Couro É a Cara do Vaqueiro
- 25
Poeta J Sousa - Meu Deus, Meu Pai e Minha Mãe
- 26
Poeta J Sousa - Não Humilhe Ninguém
- 27
Poeta J Sousa - Não Se Bate Em Mulher, Nem Mesmo Com Uma Flor
- 28
Poeta J Sousa - Nas Quebradas do Sertão
- 29
Poeta J Sousa - Orgulho de Ser Nordestino
- 30
Poeta J Sousa - Todos Nós Somos Iguais
- 31
Poeta J Sousa - Uma Festa Que Só Tinha Zé
- 32
Poeta J Sousa - A Coragem do Vaqueiro
- 33
Poeta J Sousa - A Mulher e a Flor
- 34
Poeta J Sousa - Além de Queda, Coice!
- 35
Poeta J Sousa - Cantador de A a Z
- 36
Poeta J Sousa - Círculo de Amizade
- 37
Poeta J Sousa - Com Ou Sem Dinheiro
- 38
Poeta J Sousa - Farmácia e funerária
- 39
Poeta J Sousa - Identificação
- 40
Poeta J Sousa - Incêndio dos Anos
- 41
Poeta J Sousa - Insetos de Carga
- 42
Poeta J Sousa - Itaporanga, Rainha do Vale
- 43
Poeta J Sousa - Jogo de Cartas
- 44
Poeta J Sousa - Lado Positivo e Negativo do Dinheiro
- 45
Poeta J Sousa - Matei Meu Cachorro
- 46
Poeta J Sousa - Mulher Ciumenta
- 47
Poeta J Sousa - Mulher de Vaqueiro
- 48
Poeta J Sousa - Não Há Quem Substitua Pelé, Senna e Gonzagão
- 49
Poeta J Sousa - O Brasil Sem Ayrton Senna
- 50
Poeta J Sousa - O CAÇADOR DE RAPOSA
- 51
Poeta J Sousa - O Gato e o Rato
- 52
Poeta J Sousa - O Milho e Seus Derivados
- 53
Poeta J Sousa - O Poder de Deus
- 54
Poeta J Sousa - O Vaqueiro e o Papa
- 55
Poeta J Sousa - O Vaqueiro Na Capital
- 56
Poeta J Sousa - Os Animais
- 57
Poeta J Sousa - Pobre de Dinheiro, Mas Rico de Amor
- 58
Poeta J Sousa - Quando Cai Chuva No Chão
- 59
Poeta J Sousa - Quando Meu Pai Faleceu
- 60
Poeta J Sousa - Sansão (O Homem Mais Forte do Mundo)
- 61
Poeta J Sousa - Saúde e Segurança No Trabalho
- 62
Poeta J Sousa - Triste Despedida (A Morte do Meu Pai)
- 63
Poeta J Sousa - Tudo Leva a Crer
- 64
Poeta J Sousa - Uma Seca No Sertão
- 65
Poeta J Sousa - Uma Seca Nordestina
- 66
Poeta J Sousa - Zabumba, Triângulo e Sanfona
- 67
Poeta J Sousa - Zona Rural e Zona Urbana
- 68
Poeta J Sousa - A Calça e a Barata
- 69
Poeta J Sousa - A Carta da Minha Mãe
- 70
Poeta J Sousa - A Casa da Gente
- 71
Poeta J Sousa - A Dançarina do Diabo
- 72
Poeta J Sousa - A Dor da Perna de Vovô
- 73
Poeta J Sousa - A EMINÉSIA DO MEDO
- 74
Poeta J Sousa - A ESPOSA, A SOGRA E A ONÇA
- 75
Poeta J Sousa - A Filha do Diabo
- 76
Poeta J Sousa - A Flecha do Amor
- 77
Poeta J Sousa - A Invenção do CD
- 78
Poeta J Sousa - A Mídia e o Povo
- 79
Poeta J Sousa - A Morte - Inimiga Implacável
- 80
Poeta J Sousa - A Morte Acaba a Vida
- 81
Poeta J Sousa - A Morte de João Gonçalves
- 82
Poeta J Sousa - A Morte Não Anuncia Sua Chegada a Ninguém
- 83
Poeta J Sousa - A Polícia Militar
- 84
Poeta J Sousa - A Prostituta
- 85
Poeta J Sousa - A Saúde e a Doença
- 86
Poeta J Sousa - A Terra Nos Cria e Depois Nos Come
- 87
Poeta J Sousa - A Torto e A Direito
- 88
Poeta J Sousa - A Tristeza Me Acompanha
- 89
Poeta J Sousa - A Velha e a Moça
- 90
Poeta J Sousa - A Vida do Cachaceiro
- 91
Poeta J Sousa - A Vida e a Morte
- 92
Poeta J Sousa - ABC Rimado
- 93
Poeta J Sousa - Acima de Tudo
- 94
Poeta J Sousa - Aconselhando Uma Amiga
- 95
Poeta J Sousa - Agradecendo a Mamãe
- 96
Poeta J Sousa - Ajuda
- 97
Poeta J Sousa - Amigo Avisa
- 98
Poeta J Sousa - Amor de Pai é Um Amor Verdadeiro
- 99
Poeta J Sousa - Amor e Desprezo
- 100
Poeta J Sousa - Amor e Orgulho
- 101
Poeta J Sousa - Amor e Orgulho Não Combinam
- 102
Poeta J Sousa - Amor e Rancor
- 103
Poeta J Sousa - Andarilho Sem Destino
- 104
Poeta J Sousa - Animal de Estimação
- 105
Poeta J Sousa - Antonov A.N 225
- 106
Poeta J Sousa - As Pernas de Uma Mulher
- 107
Poeta J Sousa - Assim É Mamãe Querida
- 108
Poeta J Sousa - Assim Era Lampião
- 109
Poeta J Sousa - Ayrton Senna Deixou Muita Falta e Saudade
- 110
Poeta J Sousa - Beijo de Mãe
- 111
Poeta J Sousa - Boas Maneiras
- 112
Poeta J Sousa - Bodas de Ouro Sem Festa
- 113
Poeta J Sousa - BOLSA FAMÍLIA
- 114
Poeta J Sousa - Bonito e Feio
- 115
Poeta J Sousa - Brevemente
- 116
Poeta J Sousa - Briga de Touros
- 117
Poeta J Sousa - Brincadeira de Mau Gosto!
- 118
Poeta J Sousa - Burocracia
- 119
Poeta J Sousa - Cabra do Nordeste
- 120
Poeta J Sousa - Cachaça
- 121
Poeta J Sousa - Cagado e Cuspido
- 122
Poeta J Sousa - Caminhos Paralelos
- 123
Poeta J Sousa - Cantador Que é Pai
- 124
Poeta J Sousa - Cantor e Compositor
- 125
Poeta J Sousa - Cantoras no ABC
- 126
Poeta J Sousa - Cantores No Alfabeto
- 127
Poeta J Sousa - Carnaval
- 128
Poeta J Sousa - Carros Antigos
- 129
Poeta J Sousa - Cartinha Chorosa
- 130
Poeta J Sousa - Casamento e Cadeia
- 131
Poeta J Sousa - Casamento Maldiçoado
- 132
Poeta J Sousa - Casei Dez Vezes e Vivo Só
- 133
Poeta J Sousa - Celular
- 134
Poeta J Sousa - Cento e Doze Países Que Desejo Visitá-los
- 135
Poeta J Sousa - Cento e Trinta e oito Cidades Paraibana
- 136
Poeta J Sousa - Chá Pra Careca
- 137
Poeta J Sousa - Chapéu de Couro
- 138
Poeta J Sousa - Chapéu de Palha
- 139
Poeta J Sousa - CHICO PINGUNÇO
- 140
Poeta J Sousa - Chifre Confundido Com Asa
- 141
Poeta J Sousa - Cigarro
- 142
Poeta J Sousa - Ciúme Doentio
- 143
Poeta J Sousa - Coisas Para as Quais Não Tiro Meu Chapéu
- 144
Poeta J Sousa - Coisas Que me Entristecem
- 145
Poeta J Sousa - Coisas Que Me Revoltam
- 146
Poeta J Sousa - Coisas Que o Homem Faz e Coisas Que Ele Não Faz
- 147
Poeta J Sousa - Coisas Que Só Eu Tenho Pra Vender
- 148
Poeta J Sousa - Colapso Na Família
- 149
Poeta J Sousa - Como Fazer Uma Boa Amizade
- 150
Poeta J Sousa - Como Ter Boa Saúde
- 151
Poeta J Sousa - Como Vive o Velhaco
- 152
Poeta J Sousa - Como Vive Um Mendigo
- 153
Poeta J Sousa - Companheira Inseparável
- 154
Poeta J Sousa - Conselho Aos Motoristas
- 155
Poeta J Sousa - Consequências da Saudade
- 156
Poeta J Sousa - Conversando Com Papai
- 157
Poeta J Sousa - Coração Bandido
- 158
Poeta J Sousa - Coração de Aço
- 159
Poeta J Sousa - Coração Louco
- 160
Poeta J Sousa - Corno Perdoador
- 161
Poeta J Sousa - Criança Merece
- 162
Poeta J Sousa - Criança Merece Estudo e Lazer
- 163
Poeta J Sousa - CRIANÇA QUE É BEM CUIDADA
- 164
Poeta J Sousa - Crime Passional
- 165
Poeta J Sousa - Cuidado Com Meias Verdades
- 166
Poeta J Sousa - Curiosidade de Criança
- 167
Poeta J Sousa - Curtas e Certas
- 168
Poeta J Sousa - Da Mata Que Não Se Espera
- 169
Poeta J Sousa - Dê Uma Ajuda Sorrindo a Quem Lhe Pedir Chorando
- 170
Poeta J Sousa - Descanso e Lazer
- 171
Poeta J Sousa - Desculpas de Cachaceiro
- 172
Poeta J Sousa - Deusa do Lar (Mote)
- 173
Poeta J Sousa - Dicas Para Uma Boa Saúde
- 174
Poeta J Sousa - Diga Um Firme Não Às Drogas
- 175
Poeta J Sousa - Diga-se de Passagem
- 176
Poeta J Sousa - Diversões de Vaqueiro
- 177
Poeta J Sousa - Divisão do Tempo
- 178
Poeta J Sousa - Doação de Órgãos (Sextilhas)
- 179
Poeta J Sousa - Domingos e Feriados
- 180
Poeta J Sousa - Doze Bichos Que Admiro
- 181
Poeta J Sousa - E de Quebra
- 182
Poeta J Sousa - Enterro do Preá
- 183
Poeta J Sousa - ESMOLA DURA DANADA
- 184
Poeta J Sousa - Essas Cantoras
- 185
Poeta J Sousa - Estados Unidos
- 186
Poeta J Sousa - Estrada Não Anda
- 187
Poeta J Sousa - Eu Dei a Volta Por Cima
- 188
Poeta J Sousa - Eu Fiz Coisas No Passado Que Até Um Louco Duvida
- 189
Poeta J Sousa - Eu Quero Ser
- 190
Poeta J Sousa - Eu Vejo Meu Deus
- 191
Poeta J Sousa - Eu Vou Cuidar de Mamãe
- 192
Poeta J Sousa - Evaldo Braga e Sua Carreira Relâmpago
- 193
Poeta J Sousa - Exame de Vista
- 194
Poeta J Sousa - Fã de Carteirinha de Elba Ramalho
- 195
Poeta J Sousa - Fácil e Difícil
- 196
Poeta J Sousa - Falta de Apoio
- 197
Poeta J Sousa - Farinha - Motivo de Surra
- 198
Poeta J Sousa - Fazenda Sem Vaqueiro
- 199
Poeta J Sousa - Felicidade Compartilhada
- 200
Poeta J Sousa - Feminicídio
- 201
Poeta J Sousa - Filho Órfão
- 202
Poeta J Sousa - Fiquei de Queixo Caído
- 203
Poeta J Sousa - Gaiola É Prisão
- 204
Poeta J Sousa - Gemido de Todos
- 205
Poeta J Sousa - Guerra na Faixa de Gaza
- 206
Poeta J Sousa - Herói da Agricultura
- 207
Poeta J Sousa - Homem de Peia
- 208
Poeta J Sousa - Homem Que Bate em Mulher
- 209
Poeta J Sousa - Homem Viciado No Velho
- 210
Poeta J Sousa - Homenagem do Vaqueiro, Ao Rei Roberto Carlos
- 211
Poeta J Sousa - Homenagem Para Fafá de Belém
- 212
Poeta J Sousa - Humilhação Conjugal
- 213
Poeta J Sousa - Igualdade Conjugal
- 214
Poeta J Sousa - Inimiga Invencível
- 215
Poeta J Sousa - Já Pensou?
- 216
Poeta J Sousa - João Sovina
- 217
Poeta J Sousa - Jogador e Torcedor
- 218
Poeta J Sousa - Jogo Aberto
- 219
Poeta J Sousa - Juízo do Capeta
- 220
Poeta J Sousa - Kátia Fonseca e Jerônimo, Um Casal Bem Desigual
- 221
Poeta J Sousa - KLB
- 222
Poeta J Sousa - Ladrão de Pão
- 223
Poeta J Sousa - Lapa de Mulher
- 224
Poeta J Sousa - Leis Fajutas
- 225
Poeta J Sousa - Longe da Minha Família
- 226
Poeta J Sousa - Luto no SBT
- 227
Poeta J Sousa - Má Companhia
- 228
Poeta J Sousa - Mal Entendido
- 229
Poeta J Sousa - Máquina de Lavar
- 230
Poeta J Sousa - Máquina de Pegar Ladrão
- 231
Poeta J Sousa - Marido DVD
- 232
Poeta J Sousa - Matuto de Ontem e de Hoje
- 233
Poeta J Sousa - Mau Vizinho
- 234
Poeta J Sousa - Maus Bocados
- 235
Poeta J Sousa - Menino de Rua
- 236
Poeta J Sousa - Menor Abandonado
- 237
Poeta J Sousa - Menor Infrator
- 238
Poeta J Sousa - Mensagem a Luiz Gonzaga
- 239
Poeta J Sousa - Mente Suja
- 240
Poeta J Sousa - Mentira Cabeluda
- 241
Poeta J Sousa - Meu Bezerrinho Enjeitado
- 242
Poeta J Sousa - Meu Boi de Carro Falou
- 243
Poeta J Sousa - Meu Cachorro Me Salvou
- 244
Poeta J Sousa - Meu Dom De Cantar
- 245
Poeta J Sousa - Meu Grande Amigo
- 246
Poeta J Sousa - Meu Orgulho
- 247
Poeta J Sousa - Meu Querido Sertão
- 248
Poeta J Sousa - Minha Mulher Me Deixou
- 249
Poeta J Sousa - Minha Profissão
- 250
Poeta J Sousa - Minha Viola Querida
- 251
Poeta J Sousa - Mocidade e Velhice
- 252
Poeta J Sousa - Moleza do Cão
- 253
Poeta J Sousa - Morte Antecipada (Mote)
- 254
Poeta J Sousa - Movido a Poesia
- 255
Poeta J Sousa - Mudei Pra Melhor
- 256
Poeta J Sousa - Mulher
- 257
Poeta J Sousa - Mulher Imprestável
- 258
Poeta J Sousa - Mulher Só Gosta de Cabra Ruim
- 259
Poeta J Sousa - Mulher Valente
- 260
Poeta J Sousa - Na Sombra do Juazeiro
- 261
Poeta J Sousa - Não Adianta Ter Medo
- 262
Poeta J Sousa - Nascemos Um Pro Outro
- 263
Poeta J Sousa - Negra Sepultura
- 264
Poeta J Sousa - Ninguém Merece
- 265
Poeta J Sousa - No Silêncio da Noite
- 266
Poeta J Sousa - Nordeste Independente
- 267
Poeta J Sousa - Nós Somos o Que Comemos
- 268
Poeta J Sousa - Nove Coisas Que Mais Matam
- 269
Poeta J Sousa - O Amor da Mãe da Gente
- 270
Poeta J Sousa - O Amor Identifica o Verdadeiro Cristão
- 271
Poeta J Sousa - O Anãozinho Na Praia
- 272
Poeta J Sousa - O Beijoqueiro
- 273
Poeta J Sousa - O Boi Mata Sete
- 274
Poeta J Sousa - O Caçador e a Onça
- 275
Poeta J Sousa - O Casal de Doido Que Entupiu o Padre
- 276
Poeta J Sousa - O Casal Preguiçoso (Poema Matuto)
- 277
Poeta J Sousa - O Castelo da Minha Mocidade
- 278
Poeta J Sousa - O CÉU OU O RIO? QUAL É O MAIS PERTO?
- 279
Poeta J Sousa - O Criador e a Sua Criação
- 280
Poeta J Sousa - O Deputado e a Galinha
- 281
Poeta J Sousa - O Filho da Excelência
- 282
Poeta J Sousa - O Fim da Nossa União
- 283
Poeta J Sousa - O Garoto da Cancela
- 284
Poeta J Sousa - O Grito Que a Doida Deu
- 285
Poeta J Sousa - O Homem Que Pensou Que Pariu
- 286
Poeta J Sousa - O INOCENTE PASSARINHO
- 287
Poeta J Sousa - O Matuto Que Pensou Ter Dado a Luz
- 288
Poeta J Sousa - O Melhor Lugar do Mundo
- 289
Poeta J Sousa - O Meu Nome é Coragem, Não Tenho Medo de Nada
- 290
Poeta J Sousa - O Mundo Em Aflição
- 291
Poeta J Sousa - O Nordeste Não Esquece Expedito Sobrinho
- 292
Poeta J Sousa - O Padrão e o Empregado
- 293
Poeta J Sousa - O Padre, o Prefeito e o Burro
- 294
Poeta J Sousa - O Paraibano, o Paulista e o Pinico
- 295
Poeta J Sousa - O Patrão e o Vaqueiro
- 296
Poeta J Sousa - O Pedreiro É Quem Faz Sombra e Abrigo Pra Todos
- 297
Poeta J Sousa - O Pinto Que Não Piava
- 298
Poeta J Sousa - O Plantador e o Ladrão de Manga
- 299
Poeta J Sousa - O Pobre Só Vai Pra Frente Com Topada Ou Empurrão
- 300
Poeta J Sousa - O poder do Facebook
O Homem Que Pensou Que Pariu
Poeta J Sousa
Que vem da zona rural
Este cordel com certeza
É muito especial
Com atenção leia ele
Que a história escrita nele
Você vai achar legal
Neste cordel vou contar
Pra você leitor querido
Uma história que vai
Alegrar o seu ouvido
De modo absoluto
É a história de um matuto
Que achou que tinha parido
Mané Zito era um matuto
Que nunca havia passado
Por uma dor de barriga
Nem também bucho inchado
Mas um dia ele comeu
Na casa de um primo seu
Bastante milho assado
Ele comeu mais ou menos
Sete espigas de milho
Ainda comeu mais uma
Deixada pelo seu filho
Enquanto o milho comia
Ele ao seu primo dizia
Eu sou comedor, Castilho!
Zé Castilho primo dele
Começou a lhe dizer
Tem pamonha e tem canjica
Se quiser pode comer
Não vá ficar com vergonha
Coma canjica e pamonha
Até o bucho encher
Ele foi para a cozinha
E lá comeu ligeirinho
Três pamonhas e um prato
De canjica bem cheinho
Depois que o bucho encheu
Ele disse ao primo seu
Eu vou pra casa, Zezinho!
Aí ele foi pra casa
Cheio de satisfação
Quando em casa chegou
Deitou-se em um colchão
Para um pouquinho dormir
Mas começou a sentir
Uma estranha sensação
Começou sentir o bucho
Crescendo muito e doendo
Aí ele levantou-se
Arrotando e gemendo
E dizendo a chorar
Meu Deus o que é que estar
No meu bucho acontecendo?
O grande excesso de milho
Que ele comeu assado
A canjica e a pamonha
Que ele tinha devorado
Sem dúvida alguma fez
Sim, pela primeira vez
Seu bucho ficar inchado
Como ele nunca tinha
Da barriga adoecido
Sentir o bucho doer
Ficando duro e crescido
Igual o bucho dum boi
Para ele isso foi
Algo bem desconhecido
Ele muito aperreado
Sem saber o que era aquilo
Foi na casa de um amigo
Que se chamava Murilo
Chegando lá lhe falou
Meu amigo eu estou
Com medo e intranquilo
Murilo lhe perguntou
O que foi que aconteceu
Com você meu amiguinho?
Por favor conte pra eu
Por que estás intranquilo?
Aí ele pra Murilo
Dessa forma respondeu
Oh Murilo eu estou
Vendo a hora me acabar
O que eu sinto no bucho
Sei que não vou suportar
O meu bucho está doendo
Ficando fofo e crescendo
E roncando sem parar!
Quando ele disse isso
Ao amigo beradeiro
O amigo lhe falou
Por essa forma ligeiro
Amigo, eu sei o que é
Você vai ter um bebé
Você está grávido, parceiro!
Escute bem o que eu
A você estou dizendo
Você vai ter um menino
E vá pra casa correndo
Vá ligeiro sem demora
Que eu não dou meia hora
Esse bebé tá nascendo!
Nisso o matuto voltou
Pra sua casa correndo
Soltando arroto chôco
Bufando muito e gemendo
E ele se contorcia
Gritava alto e dizia
O meu bucho está doendo!
E o matuto corria
Que o pé batia na bunda
De vez em quando soltando
Uma catinga imunda
E com o pranto caindo
Dizia: Eu estou sentindo
No bucho uma dor profunda
Dizia: A se desse tempo
Em minha casa eu chegar
Para meu filho nascer
Dentro do meu próprio lar
Se ele nascer na estrada
Vai ser uma luta danada
Pra eu pra casa o levar
Não deu tempo o matuto
Em casa fazer chegada
Pois quando ele chegou
Na metade da estrada
A dor cresceu de verdade
Que lhe deu até vontade
De dar uma defecada
Quando o matuto sentiu
Vontade de defecar
Para dentro de uma moita
Correu sem se demorar
E dizia: É agora
Que meu filho sai pra fora
Bem distante do meu lar
Ele disse: É nessa moita
Que meu filho eu vou ter
Vou para debaixo dela
Pra meu menino nascer
E depois dele nascido
Levo meu bebê querido
Para casa com prazer!
Debaixo daquela moita
Estava um camalião
Socado dentro das folhas
Fora de qualquer visão
A moita o matuto abriu
Mas o coitado não viu
Aquele bicho ali não
Dentro da moita ele entrou
Tão rápido e tão vexado
Que não notou que ali tinha
Um camalião deitado
Entrou na moita a chorar
Só pensando em se livrar
Daquele buchão pesado
Ligeiro ali o matuto
A sua calsa desceu
Na hora que defecou
Grande peidaria deu
Com isso o camalião
Sentiu um susto do cão
Deu um pinote e correu
Quando o camalião
A peidaria ouviu
Saiu doido na carreira
Chega a poeira cobriu
Foi tão grande a carreira
Que devido a poeira
O matuto nem lhe viu
Quando o matuto notou
Que um bicho ali correu
Gritou bem alto dizendo
Foi meu filho que nasceu
E assim que de mim saiu
Para bem longe sumiu
Que eu nem vi o corpo seu
Quando o moleque acabou
De sair do bucho meu
Saiu doido na carreira
Nem se quer olhou pra eu
O que é que eu faço agora
O meu filho foi embora
Nasceu e escafedeu
Mas que moleque ruim
Sem vergonha e sem proveito
Saiu de mim e correu
Que eu não ví nem o seu jeito
Ou meu Deus, que covardia
Os filhos de hoje em dia
Já nasce sem ter respeito!
Descalço de pés no chão
O matuto inda correu
Atrás do camalião
Pensando ser filho seu
E gritava de mata afora
Meu filho não vai embora
Volte para os braços meu
Assim que nasce, seu peste
Fugindo de mim tu sai
Vem pelo menos moleque
Tomar bênção a teu pai!
Volta moleque cretino
Vem de pressa, vem menino
Pra onde é que você vai?
Mas que moleque danado
Assim que nasceu correu
Numa carreira tão grande
Nem se quer olhou pra eu!
E quanto mais ele corria
Mais o bicho se sumia
No matagal se meteu
O camalião sumiu
Por dentro dos matagais
E o matuto atrás dele
Não aguentou correr mais
Se sentindo bem cansado
Com os pés estrupiado
Desistiu de ir atrás
Desistiu dizendo assim
Meu filho eu não pego não
Aquele moleque ruim
Corre mais do que um cão
Por isso eu não peguei ele
Não ví nem a cara dele
Meu Deus que decepção!
Eu vou embora pra casa
Agora bem ligeirinho
Vou viver a minha vida
Dentro de casa sozinho
Do jeito de um jumento
Mas o meu maior tormento
É não ter visto meu filhinho
Voltou pra casa sentindo
Uma dor no coração
Chorando tanto que chega
Caía prantos no chão
Mas em casa não chegou
E eu para vocês vou
Explicar por qual razão
É que antes do matuto
Em casa fazer chegada
No caminho ele encontrou
Uma grande onça pintada
Que num pulo absoluto
Matou o pobre matuto
Com uma só bocanhada
Aquela fera estava
Com uma fome desgraçada
Sangrou o pobre matuto
Com uma forte dentada
E sem mais demora ter
Foi o matuto comer
Dentro da mata fechada
Os restos que ela deixou
Serviu para os urubus
E no lugar que o matuto
Morreu fizeram uma cruz
Dele ninguém está lembrando
Mas ele morreu pensando
Que tinha dado a luz
Quem não ler esse cordel
Ou também não escutá-lo
Qualquer dia uma onça
Bem feroz vai encontrá-lo
E depois que o encontrar
Vai o seu corpo rasgar
E para o bucho passá-lo