Mostra o desejo e ignore o papel
Mostre esse inferno que está perto do céu
Em um instante ser forte
Não é tão bom assim
Ou só se aplica o ciclo pra mim
Já tantas dores que esse é meu redor
Uma promessa que fiz virou pó
Eu descumpri e vou morrer só
Por querer ser o maior
Errei em existir
Depender de mim?
Tudo pelo qual eu mais lutei
E agora por que já mais não sei
No que eu progredi?
O momento em que desisti
Mas eu me tornei quem
Pensa em si
Não no bem
Topo só vale
Se há um algoz
Sem uma ameaça
Quem somos nós?
Uma bomba nuclear
Pronta pra usar
Pra se contentar
Em não ter voz
Façam-se algemas
Juram atroz
Como paz, Em manhã?
Sem ter amanhã
Não sou a arma de ninguém
Casca, ainda sou quem?
Escravo à dependência
Sem um ser resistência
Será que sou alguém?
Que fiz de refém
O peso que só eu sozinho
Posso entender bem
Em um nó
Preso em ser o melhor
Deixei pra trás decências
Por bem de consciência
Que vai-se ao pó
Digno a ter dó
Bem que ser o mais forte
É aceitar ser só e só
Nome próprio já não sei
Me diz, diferença têm?
Qual valor, Itadori?
Objeto e mais ninguém
Remessa, alma sem cor
Quem um dia recusou
Alusão direta ao princípio
Da dor entre faces de um fascínio
Culpa pós-Extermínio
Pose de tal domínio
Fiz, fui, mas no fim
Acabei igual a ele
Há tanto que assemelhe
Mas a minha existência
Não funciona igual à dele
Cobrar de um só ser
Ninguém vai te entender
Tanto no fim pra ceder
Por que só me restou desfalecer?
Será que eu perdi?
No momento que desisti?
Cansei de ser só alguém
Pus a máscara e bem pois
Não sou a arma de ninguém
Casca, ainda sou quem?
Escravo à dependência
Sem um ser resistência
Será que sou alguém?
Que fiz de refém
O peso que só eu sozinho
Posso entender bem
Em um nó
Preso em ser o melhor
Deixei pra trás decências
Por bem de consciência
Que vai-se ao pó
Digno a ter dó
Bem que ser o mais forte
É aceitar ser só e só
Pra sempre eu terei de prover
Condenei-me a ter que viver
O ciclo sem fim
Nunca acaba enfim
Eterno peão
Que faz o mundo girar
Não sabia que a força
Viria a me isolar
Desculpa, essa promessa eu não cumpri
Pensa bem, o que foi que eu consegui?
No fim fiquei sozinho e nada mudou
Mas não importa o que eu for pois
Não sou!
Não sou!
Não sou a arma de ninguém
Casca, ainda sou quem?
Escravo à dependência
Sem um ser resistência
Será que sou alguém?
Que fiz de refém
O peso que só eu sozinho
Posso entender bem
Em um nó
Preso em ser o melhor
Deixei pra trás decências
Por bem de consciência
Que vai-se ao pó
Digno a ter dó
Bem que ser o mais forte
É aceitar ser só e só