A tia de Jurensait
Se fez decidida
A não mais sofrer
A sua angústia
De não conseguir casar
Por ser anômala
Apesar de tão bela ser
Ela nasceu sem unhas
Então, vai
Ela transpõe o bosque e sai
Rumo ao lago ela vai
Entra no barco e vai
A tempestade cai e o barco virou
A tia de Jurensait
Nas tardes veronis ia lá
Ao Lago de Nenúfares
Ver os piqueniques e o navegar
Dos mesmos casais de namorados
Que acharam o seu cadáver a boiar
Ao lado do lodoso bote
Arranhado por unhadas
O Dr. Braz prenunciara tempo atrás
Que ocorreria um fugaz
Surgimento das unhas, mas devido a emoções brutais Insólitas!
Ai
O inexplicável sobressai
Na morte da Tia de Jurensait
Onde a verdade se retrai
E a evidência atrai o inquérito
O inquérito
Bizarro
O insólito
O horror!