Paulista Quatrocentão

Adauto Santos

Eu não vim do norte não sou da caatinga
Não rastro o xaxado e nem danço o baião
Eu não vim de minas não sou capixaba
Não sou pantaneiro e nem sou maranhão
Não sou repentista e não faço calango
Não sou das planícies nem do chimarrão
Sou aqui do mato, más sou de bom trato
Sou paulista nato sou “quatrocentão”
Bandeirante honrado e caboclo aprumado
Sou filho do estado maior da nação

Não vivo apertado nem toco de arrasto
Tenho boi no pasto e minha plantação
Minha vida inteira é pra cá da porteira
Meu carro de esteira, roça e ribeirão
Descanso de noite e trabalho de dia
Minha cantoria tem três posições
Eu sou sertanejo não sou boi andejo
Do meu lugarejo não arredo não
Meu trabalho é bruto não sou braço curto
Pois eu sou matuto eu sou macho dos bons

Não mando recado falo declarado
Assunto empatado eu não deixo não
Não olho de lado nem proseio fiado
Pra quem é esforçado tenho inclinação
Não tem quem me prenda e é bom que se entenda
Não há quem arrenda a fibra de um peão
Sou da terra roxa e pra gente trouxa
Ou mulher que é frouxa eu não tenho afeição
Mas se a vida cansa de plantar a esperança
A viola amansa a minha amolação
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