Eu não sou meu rosto e nem minhas feições Eu não sou minha mente e nem minhas emoções Eu me visto humanamente, seguindo as tradições E como todo humano, eu tenho medo do ócio
É o medo É o medo do ócio É o medo Medo do ócio
A rotina vem engolindo a vida como chamas De um incêndio criminal O desapego na vida do trabalho me faz um mal Aquele cheiro de cimento no apartamento já me é normal E o medo da inutilidade me soa um tanto natural
É o medo É o medo do ócio É o medo É o Medo do ócio
Rever meus conceitos e minhas concepções Guardar a pedra pra atirar depois Perder a vergonha de ser imperfeito Se dar o direito de ser ridículo