Do Suor Dos Cavalos

Alexandre Taveira

Recém virou meio-dia
Venho a trote e casco
O tanto que tenho e penso
nas fronteiras do meu basto

O gado alinha pro mato
Sentindo o sol na carcaça
E o céu cintilando a pampa
Além da nuvem que passa

Meu gateado atrás no pelo
Mescla de doce e veneno
E um suordor costumeiro
O viço que tem nos buenos

Até parece que a estância
Assoleada se reflete
Em cada pingo que chove na barrigueira do flete (BIS)

Galpão grande o garreril
Regressa ao mundo dos ganchos
Encilham-se cavaletes
Botas caminham pro rancho

Ficam cordas recequidas
E esporas de aço judiado
De quem faz tempo e querência
Lambendo o sal do gateado

O campo bebe no açude
O que foi no borbaceiro
Que mata a sede nos couros
Pra voltar em aguaceiro

A cherga compôs no lombo
Uma moldura de campo
Pra espelhar o pago inteiro
como quem chora o encanto

Assim passam os dias
Aguando estrada e galpão
No destino natural de quem nasceu neste chão

E o suor dos cavalos
Verte a lida e água benta
Pra benzer quem bebe vento sentindo o pago nas ventas(BIS)

Galpão grande o garreril...
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