A solidão me abraça agora E aos poucos me faz refém Eu tento tirar as correntes Correntes do seu desdém
Logo vou me adaptando Já nem lembro o que é ter alguém Mas tenho sempre comigo A solidão que me quer tão bem
Com tanto tempo de cativeiro Desaprendi o que é amar Mas hoje me conheço inteiro Tenho coragem de me enfrentar
Quem sabe em uma tarde dessas Eu consiga me desvencilhar E quebre enfim as correntes Correntes do seu desprezar
E você vem e me abraça Diz que a dor é breve e passa E me faz querer sair dessa condição Mas logo perde a graça E o tempo sempre passa E volto a me render à solidão