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Pra Peonada lá da Estancia

César Oliveira, Lúcio Yanel e Rogério Villagran

-Da aurora firma o garrão, na cantilena do galo,
Que sarandeia o gargalo junto as figueira do oitão,
Tio Adio bate os tição faz fogo, ajeita o mate,
Terciando no mesmo embate pois sabe que a coisa "infeia"
Sempre que o dia clareia com previsão de combate!

A madrugada chega metendo o cavalo,
A peonada se perfila no galpão,
Atando espora e quebrando o chapéu na testa,
Pra salga boca num sangrador de capão.
O Dom "Devá" já "bolqueou" a recolhida,
A cachorrada escora num gesto de pega.
O brigadiano é cusco novo e vai da bueno,
e o pedal "véio" vai de arrasto e não se entrega,

me agrada mesmo é um tal de Lori Pechada,
que enforquilhado, corta até o rastro do Diabo.
//O Adão Mulita que é guasqueiro de mão cheia
faz corda chata, buçal forte e "reio" brabo.// 2x

-A caponada la do posto tem cascarra,
e o João Pedro vai "te" que "bate" martelo,
porque em seguida a comparsa do José Lasca
vem na volteada mateando e tirando "velo".

O capataz da estância "véia" é o Dilon Loco,
e a lida bruta vem por cima e não tem nada,
de pé no chão e arremangado sobre os joelhos,
prende-lhe o grito e vai formando a cavaleada,
algum velhaco toca pra o Antonio Bicho,
que é um paisano acriojado entre nos "otros".
Surgiu gaúcho num dia de marcação,
ficou na estância quebrando queixo de potro,
se "corcoveia" o Maneco faz um costado,
se acaso "bolca" um fronteiro sempre abre a perna.
Este entrevero é a função do dia-dia,
Lida baguala que na estância se governa.
Este entrevero é função do dia-dia,
Lida baguala que na estância se governa.
A madrugada chega metendo o cavalo...
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