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Frangalhos

Ellanus

Caem dos olhos de alguém.
O sangue e o fel.
Permanecem calados amordaçados.
Mistérios.
Nas memórias de alguém que chora.

Chora
Chora mas não jaz como eu.
Alguém que persiste em aguardar, o fim.
Evitando atalhos.
De miseráveis frangalhos que vi.

Na marcha contra a morte não tive sorte.
Adiantei cada minuto da minha vida com fervor.

No momento de agonia, ria, notei.
Que os sorrisos da vida são mais sombrios que os meus.

Padece antiga alegria.
Depois da chuva, harmonia.
Para um dia que não faz sentido algum.
É abstrato como poesia.
Sentido algum.

Bem vindo à ilusória alegria.
Num triste lamento invento.
Desculpas pra não me culpar.

E me compete a beber novamente, o coquetel de lembranças sem fim, onde sonhos sinceros se afogam, e a malícia emerge em mim.
E me compete a rever novamente o dia em que insultei a razão, na pintura o anjo mais belo.
Na moldura a pior intenção.

E me perco embriagado no atalho que tomei por distração.
Que doce emanação.

Flutuam cinzas de cigarro em paisagens que andei e percebi que tudo foi em vão.
Sim foi tudo em vão, sim foi tudo em vão, por isso sangro está canção pra ti.


Recolho as folhas gravadas, herdadas de mim mesmo. Presentes, os piores verbos, ausente a palavra amor, que nunca mais foi dita aqui, estou preso no eco da palavra que proferi sem pensar, na amarga seqüência que narro, ao som deste doce pecado que canto.
E sob a inércia do medo se esconde um segredo cruel.

E onde nada, nada, nada que você observou.
E onde nada, nada, o que você dizia um dia irá se realizar.
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