Andava eu sem ter onde cair vivo
Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor doutor
Ai de mim, não era nada daquilo que eu queria
Ninguém se compreendia, e eu vi que a coisa ia de mal a pior
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos, toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos, não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar
Andava eu sozinho, a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Ai, mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção
E a minha solidão não me largou a mão nem um minuto sequer
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos, toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos, não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar
Se queres ver o mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar pra fora, sem esqueceres que dentro é que é o teu lugar
E se, às duas por três, vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance e tens de o encontrar
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos, toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos, não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar