Perdida no ocaso de um parrão maduro
Aromas de vinho chamando por beijos
Um gosto de uva cor rubra o escuro
E olhos em chamas na voz dos desejos
Um cesto de vime, os chapéus de palha
Os sussurros ternos, a voz italiana
E surge uma estrela, olhar de navalha
Enternecendo rudes paisagens serranas
Saudades morrendo num fogo pintado
Do céu matizado com voz e canção
A teza italiana, bordo teus encantos
Para prender os prantos do meu coração
Colheitas e safras, um amor febril
Abraços e beijos plantando o destino
O timbre colono em carícia e cio
Um instinto todo bonacho Del Vino
E o frio se apaga e a noite perdura
Calor, ventania, palavras no ouvido
O fruto do peito é uma uva madura
Que suga da gente o que é mais proibido
Aromas e ocaso, um fruto maduro
Um porto seguro para se aportar
Anseio fervendo, nos olhos em febre
Mirando casebre pra despir o amar
Saudades morrendo num fogo pintado
Do céu matizado com voz e canção
A teza italiana, bordo teus encantos
Para prender os prantos no meu coração
Colheitas e safras, um amor febril
Abraços e beijos plantando o destino
O timbre colono em carícia e cio
Um instinto todo bonacho Del Vino