1. 1

    Fabrício Luíz - Nossa Senhora Dos Campeiros

  2. 2

    Fabrício Luíz - Aguaceiro

  3. 3

    Fabrício Luíz - Amigos

  4. 4

    Fabrício Luíz - As Razões do Matuto

  5. 5

    Fabrício Luíz - Caminho Das Tropas

  6. 6

    Fabrício Luíz - Campo à Fora

  7. 7

    Fabrício Luíz - Denominado Campeiro

  8. 8

    Fabrício Luíz - Êta Vidinha!

  9. 9

    Fabrício Luíz - Fazendo Serão

  10. 10

    Fabrício Luíz - Gineteada Na Fazenda Pinheral

  11. 11

    Fabrício Luíz - Janela

  12. 12

    Fabrício Luíz - Meu Cavalo Ventania

  13. 13

    Fabrício Luíz - Milonga ao Veterano

  14. 14

    Fabrício Luíz - Novo Dia Começou

  15. 15

    Fabrício Luíz - Novo Dia Começou

  16. 16

    Fabrício Luíz - Oração do Cantador

  17. 17

    Fabrício Luíz - Orgulho Brasileiro

  18. 18

    Fabrício Luíz - Os Pêlos que Encilho

  19. 19

    Fabrício Luíz - Peleia Dos Botecos

  20. 20

    Fabrício Luíz - Quando a Saudade Bater

  21. 21

    Fabrício Luíz - Que Saudade da Minha Terra!

  22. 22

    Fabrício Luíz - Só Danço Com Mulherão

  23. 23

    Fabrício Luíz - Só Danço Com Mulherão

  24. 24

    Fabrício Luíz - Tio Nico, a Bandeira do Rio Grande!

  25. 25

    Fabrício Luíz - Uma Questão de Identidade

  26. 26

    Fabrício Luíz - Uma Questão de Identidade

  27. 27

    Fabrício Luíz - Vaneira da Tobata

  28. 28

    Fabrício Luíz - Vida Fandangueira

  29. 29

    Fabrício Luíz - Vida Fandangueira

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    Fabrício Luíz - Vida fandangueira

  31. 31

    Fabrício Luíz - Voz do Coração

  32. 32

    Fabrício Luíz - Voz do Coração

Campo à Fora

Fabrício Luíz

Este rio grande mora dentro do meu peito
O poncho negro se abriga em noites charruas
Sigo agarrado acampado nas encilhas
Sou como o vento, deslizando nas planuras.

O mate gordo sorvo na bomba prateada
Chaleira preta, encascurrada no fogão
Trago de canha, costela gorda na brasa
E lá me vou, gineteando a tradição.
E campo à fora me vou, batendo casco na estrada
Sem paradeiro, sem destino, sem morada
E campo à fora me vou, batendo casco na estrada
E a lua cheia ilumina as madrugadas.
Em noite a dentro abro rastros no sereno
Vou campo à fora arrebanhando horizontes
Sobra cavalo pronto pra engolir lonjuras
Sou crina grossa tanto faz por onde ande

O meu cantar é galponeiro e não tem preço
Pois não me entrego a este falso modernismo
Nasci campeiro sou filho das madrugadas
Sina aporreada pra quem nasceu no chucrismo.

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