Vaqueiro de Fama

Galego Aboiador

fui um vaqueiro de fama que corri dentro da rama
nem eu mesmo sei da soma dos touros que já peguei
mais a velhice chegou minha fama se acabou
agora pra onde vou depois de velho não sei
patrão lhe entrego a fazenda a morada e a vivenda o
armazem e a tenda não posso mais trabalhar lutar mais
não agüento não monto mais num jumento me arranje um
aposento e uma casa pra morar
disse o patrão desgraçado por mim está dispensado se
está velho e acabado va morrer em outro canto eu não
lhe dou agasalho só quis mesmo seu trabalho não quebro
mais o seu galho nem que você fosse um santo
disse o vaquero obrigado por ter assim me tratado
entrego a Jesus amado a Deus e Nossa Senhora com
magoas do seu patrão chegou no pé do mourão disse pro
seu alazão amanhã eu vou me embora
adeus cavalo granfino pecado, monza e destino parágua,
ruke e traquino maconheiro e bem te vi, adeus meu burro
marfim por causa de um patão ruim do coração de caim eu
vou embora daqui,
adeus vaca campineira, baiana e a bananeira ponta de
lança e praieira pretinha e manapulão adeus touro
javali jurua e cravangi que eu vou embora daqui com
uma dor no coração
dali partiu o vaquero sem apoio e sem dinheiro foi
para o rio de janeiro e hoje está bem velhinho,
portanto amigos vaqueiro cuidado meus companheiros
economize os cruzeiros real centavos e vintens não
pense só em farra tomar cachaça e gastar pra quando
velho ficar não ser pesado a ninguém.
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