A Mulher Que Mais Amei

Galego Aboiador

Neste poema bem visto conta de mim um passado
Que eu nunca tinha me visto por mulher apaixonado
Mais um dia de viagem eu avistei uma imagem
Sem querer me apaixonei
Esta mulher referida
Foi esta na minha vida
A mulher que eu mais amei

Corada como uma fita como a virgem concebida
Foi a mulher mais bonita que eu já vi em minha vida
Mais uma dor me consome ela não diz o seu nome
E nem onde mora eu não sei
Atrás de minha aventura
Ando no mundo a procura
Da mulher que eu mais amei

Nas estradas do destino comecei a procurar
Triste igual um peregrino que leva a vida a chorar
Sem obter resultado já quase desenganado
Jorrando pranto voltei
A saudade me devora
Porque não sei onde mora
A mulher que eu mais amei

Aquela flor de beleza de dengoza perfeição
Não sei se é a mesma tristeza prendera seu coração
Como preso me deixou que se a mesma ficou
Da maneira que eu fiquei
Vivo de primeiro ao quinto
Talvez sinta o que eu sinto
A mulher que mais amei

Nos quadros dessa novela solto suspiro e padeço
Não sei o nome dela nem tenho seu endereço
Vivo sofrendo tanto tanto
Nesse amarguroso pranto
Não sei até quando irei
No sonho da poesia
Vejo a fisionomia
Da mulher que mais amei

Meus passos que foram dados
Nas ondas da incerteza
No entregar aos cuidados
Da divina natureza
Se assim o destino quis Jesus seja meu juiz
Soberano e santo rei
Pelo que tenho sofrido talvez eu vivo unido
À mulher que mais amei

Eu jurei amor eterno
E ela também mim jurou
Nosso amor era tão bonito
De repente se acabou
Quando menos eu esperava
Ela mim abandonou
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