O Penado 14

João Dias

Numa cela sombria
Do presídio distante
O penado 14
Seus dias foi findar
Dizem os companheiros
Que o pobre presidiário
Morreu fazendo gestos
Na ânsia de falar

Naquela noite fria
O preso delirava
Seu rosto tão estranho
Fazia pena ver
Nenhum dos carcereiros
Porém teve piedade
Nenhum entrou na cela
Querendo compreender

Deixou uma carta escrita
Com frases tão dolentes
Que um velho presidiário
Ao ler se comoveu
O próprio fratricida
De alma tenebrosa
Em toda uma existência
O amor não conheceu

E na carta dizia
Ao juiz eu peço
Pra ver minha mãezinha
Imploro por favor
Pois ao fechar meus olhos
Eu quero dar um beijo
Na fronte envelhecida
Do meu primeiro amor

E na cela sombria
Do presídio distante
Seu mísero destino
Em lágrimas findou
E a última lembrança
Foi a mãezinha santa
Que o encontrou sem vida
E a fronte lhe beijou

Deixou uma carta escrita
Com frases tão dolentes
Que um velho presidiário
Ao ler se comoveu
O próprio fratricida
De alma tenebrosa
Em toda uma existência
O amor não conheceu
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