1. 1

    Mauro da Nóbrega - Quando a Saudade Aperta

  2. 2

    Mauro da Nóbrega - Madrugada À Beira Mar

  3. 3

    Mauro da Nóbrega - O Cheiro da Natureza

  4. 4

    Mauro da Nóbrega - Ai Que Saudade

  5. 5

    Mauro da Nóbrega - As Visões de Um Cantador

  6. 6

    Mauro da Nóbrega - Bons Tempos

  7. 7

    Mauro da Nóbrega - Cerrado

  8. 8

    Mauro da Nóbrega - Desejo

  9. 9

    Mauro da Nóbrega - Dona de Mim

  10. 10

    Mauro da Nóbrega - Força Nossa

  11. 11

    Mauro da Nóbrega - Lampejos Da Memória

  12. 12

    Mauro da Nóbrega - No Balanço da Rede

  13. 13

    Mauro da Nóbrega - O Menino e o Rio

  14. 14

    Mauro da Nóbrega - Paixão Fugaz

  15. 15

    Mauro da Nóbrega - Queimadas (Chamas da Destruição)

  16. 16

    Mauro da Nóbrega - Sonhos Que Voam

  17. 17

    Mauro da Nóbrega - Trabalhador

  18. 18

    Mauro da Nóbrega - Um Pouco de Tudo

  19. 19

    Mauro da Nóbrega - Viajante

  20. 20

    Mauro da Nóbrega - Viver a Vida

  21. 21

    Mauro da Nóbrega - Viver a Vida

  22. 22

    Mauro da Nóbrega - A Força Interior

  23. 23

    Mauro da Nóbrega - Cantoria

  24. 24

    Mauro da Nóbrega - Coisas do Interior

  25. 25

    Mauro da Nóbrega - Encantos da Natureza

  26. 26

    Mauro da Nóbrega - Minha Terra

  27. 27

    Mauro da Nóbrega - Nas Asas da Ilusão

  28. 28

    Mauro da Nóbrega - O Canto do Vaqueiro

  29. 29

    Mauro da Nóbrega - Peito Sonhador

  30. 30

    Mauro da Nóbrega - Recordação

  31. 31

    Mauro da Nóbrega - Rio Tocantins a Transposição

  32. 32

    Mauro da Nóbrega - Saudade

  33. 33

    Mauro da Nóbrega - Sol de Agosto

Queimadas (Chamas da Destruição)

Mauro da Nóbrega

Ô,ô,ô,ô, ê, há
Vejam minha gente, lá nos matagais
Um facho de luz, claro que reluz
Não é vaga-lume, mas um grande lume
De fogo nas serras, destruindo a terra
Plantas e animais

Uma chama ardente, lavas de vulcão
Que destrói serpentes, e outros animais
E rasante voa calmo o gavião
Pra pegar as presas que o fogo queima
Sem compaixão
Ô,ô,ô,ô, ê, há

Bem-te-vi não canta, colibri não vê
Uma flor pra beijar, um lugar pra pousar
Água pra beber, água, água, água pra beber

Só se vê fumaça e fogo na terra
Onde o homem vive e mesmo assim destrói
E pensa que não dói, pois não sente na pele
O ardor das chamas, mas a natureza
Chora e reclama

Pois sem piedade, matos viram cinzas
Secam-se riachos, secam-se cacimbas
Aí bate a fome, aí a sede
E da visão do verde, nada além
De recordação
Ô,ô,ô,ô, ê, há

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