Reportagem (part. Teixeirinha)

Nalva Aguiar

Teixeirinha, eu sou curiosa
Me desculpe, sou mineira
Todo mundo anda falando
Achei que era brincadeira
Uma pergunta indiscreta
Note, eu não sou fofoqueira
Me responde, onde andas
Tua bela sanfoneira

Minha bela sanfoneira
Na verdade, ela era bela
Lhe tratei como uma santa
Chamava de Cinderela
Vivemos vinte e dois anos
Depois caiu a capela
Me abandonou, foi embora
Nunca mais eu soube dela

Nunca mais soubeste dela
É lamentável, amigo
Até parece um sonho
Acreditar, não consigo
Quem separou vocês dois
Merece o maior castigo
Quem sabe, foi outra coisa
Ela foi falsa contigo

Não, não foi falsa comigo
Se foi, juro que não sei
Era uma mulher honrada
Me respeitou, respeitei
Mas resolveu ir embora
Também não lhe ataquei
Deus que acompanhe ela
Esta noite, ainda rezei

Esta noite ainda rezaste
Te rendo minha homenagem
Mas a Mary te deixar
Como ela teve coragem
O povo não sabe o certo
Se era mentira ou bobagem
Então, as minhas perguntas
Vão se tornar reportagem

Vão se tornar reportagem
Ainda te digo assim
Pra dois artistas famosos
Se separar é ruim
Mas tu deve ouvir ela
Pra reportagem ter fim
Quem sabe ela tenha algo
Para se queixar de mim

Para se queixar de ti
É verdade, tens razão
Preciso ouvir os dois lados
Pra tirar a conclusão
Aí o povo terá
Uma melhor explicação
Mas eu acredito em ti
Conheço teu coração

Conheces meu coração
Nalva, fico agradecido
Nossa carreira foi verso
Foi mulher e foi marido
Claro, pelos invejosos
Fomos muito perseguidos
Mas pelos milhões de fãs
Éramos muito queridos

É verdade, eram queridos
Eu sabia, pela fama
Mas talvez, ainda a ame
E ela ainda te ama
E volte para os seus fãs
E acabe com este drama
E também voltem de novo
A dormir na mesma cama

A dormir na mesma cama
Não vai acontecer mais
Há tempo nos separamos
Eu não sei o que ela faz
Valete perde pro rei
E a dama perde pro ás
Sou um homem de vergonha
Não aceito ela, jamais

Não aceita ela, jamais
Essa decisão é tua
Então a separação
É pra sempre, nua e crua
A nuvem cobriu o Sol
A chuva cobriu a Lua
Tu é sempre o Teixeirinha
E a carreira continua

E a carreira continua
Sou o mesmo Teixeirinha
Cantor e compositor
E a voz também é minha
Rainha vive sem rei
E rei vive sem rainha
Quando a sala desmorona
A gente janta na cozinha

A gente janta na cozinha
Desculpe a curiosidade
Me diz, se do amor dela
Tu não estás com saudade
Ou se já tens outra mulher
Te dando felicidade
Pra um homem viver sozinho
É duro barbaridade

É duro barbaridade
A vergonha é minha herança
Por enquanto ando sozinho
Mas breve, eu entro na dança
Porque a mulher do passado
Já me saiu da lembrança
E a outra, pra me ganhar
Tem que pesar na balança

Tem que pesar na balança
A outra está no passado
Nalva, Deus me deu você
Pra fazer verso rimado
Já te dei minha entrevista
Se gostou, muito obrigado
Pra provar tudo o que eu disse
Deixo o papel assinado
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