Pout Pourri Alceu Valença

Nena Queiroga

Eu tenho mais que tá nessa, fazendo mesura na ponta do pé
Quando o frevo começa, ninguém me segura, nem ver como é
O frevo madruga lá em São José
Depois em Olinda na Praça do Jacaré
Bom demais, bom demais, bom demais, bom demais
Menina vem depressa que esse frevo é bom demais
Bom demais, bom demais, bom demais, bom demais
Menina vamos nessa que esse frevo é bom demais

Nos quatro cantos cheguei e todo mundo chegou
Descendo ladeira
Fazendo poeira
Atiçando o calor
E na mistura colorida da massa
Fui bater na praça a todo vapor
Descambei passando pelos bares
Cheirei a menina e voei pelos ares
No pique do frevo caí como um raio
Me segura que senão eu caio
Me segura que senão eu caio

Um diabo louro faiscou na minha frente
Com cara de gente, bonita demais
Chegou de bobeira marcando zoeira no meio da praça
Quebrando vidraças isso não se faz
Foi paranóico, fantástico, mágico
Me fez sedento, atento, elástico,
Chegou rasgando pisando, chicletizando total
Que loura bonita fazendo o diabo no meu carnaval

Bicho maluco beleza do Largo do Amparo
Seu estandarte tão raro, Bajado criou
Usando tintas e cores do imaginário
Ai quantas dores causastes ao teu caçador
Com teu mistério, teu charme, teu sorriso largo
És o terror da família
Não tens compaixão
Em quantas camas deitaste assim por acaso
Quantas princesas beijastes, maluco vilão

Ô Ô Ô, Bicho maluco beleza
Ô Ô Ô, Urso maluco beleza
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Momentos

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