Sentado no bar, na cadeira de plástico
Chapando sentidos ao abrigo do trágico
Cerveja gelada, a nova era nuclear
Sem rumo pela estrada até o mundo acabar
Um olho no passado com saudade e alegria, outro no futuro, muita melancolia
Guerra, caos bala e morte, espírito do tempo
Deixado à minha sorte, ao copo e o próprio veneno
Desce uma, duas, três, quatro, cinco, desce seis
Vou beber até morrer, vou beber até morrer
Desce uma, duas, três, quatro, cinco, desce seis
Vou beber até morrer, vou beber até morrer
Cerveja, cachaça, não tem graça, tanto faz
Em casa, na praça, no boteco eu quero mais
Vírus, fome, sede, sono, bomba atômica
Sem nome, rede, trono, era tragicômica
O que será que vai acontecer?
Distopia, guerra fria, vai bater pra valer
Não consigo acordar desse pesadelo
Desce um balde de Brahma forrado de gelo
Desce uma, duas, três, quatro, cinco, desce seis
Vou beber até morrer, vou beber até morrer
Desce uma, duas, três, quatro, cinco, desce seis
Vou beber até morrer, vou beber até morrer