A Incrível Ciranda de Oluap Ojuara
No tac-tic das horas
Nasci olhando pra traz
Rugas me mentem sagaz
E me largaram lá fora
Como de tudo sabia
Só me restou esperar
Sonhando quem sabe um dia, uma guia, uma lia, uma via
Desaprender a andar
Se deu no atraso seguinte
De suspeitar ser amor
Mas amador, sem requinte
Esse me veio e passou
Então zarpei no navio
Rodando o mundo a ré
Sonhando que num desvio, um fio, um vazio, rodopio
Me equilibrasse em pé
Eu ancorei já pequeno
Foi quando então tive zelos
E a medida mais branda
E a medida mais branda
Mas o relógio obsceno
Só bate no desmantelo
E recomeça a ciranda
E recomeça a ciranda