Mês passado comprei um Jota Borges
E pêi bufo, eita pau, ele morreu
Foi encontrar com Marilia de Dirceu
E Gonzaga que atente pros alforges
Romero, arrume uma espada de São Jorge
Que agora vou querer um quadro seu
O bom Brito não berra, fariseu
Mas o seu, na parede prego não
Ariano não merece a maldição
Aldemir que tava aqui gato comeu
Mas agora que carrego essa foice
Ajeita a fila, se apruma que lá vai
Vapt vupt balança mais não cai
Montei na burra, mas eu que dou o coice
Vapt vupt balança mais não cai
Montei na burra, mas eu que dou o coice
(Ô preguiça de ficar assim atoice!)
Minha viola, larguei lá em Iguatu
Chico da Silva desenhou um papangu
Minha flor foi e limpou com uma cebola
Brennand no marco zero fez uma rola
É meia rima, não tem jeito, pronto: Cu!
Soprei na venta do Mestre Vitalino
Rabequeiro toca aí algo pra gente
Belchior, não tem mais diabo que aguente
Homem não peida onde tem cão e menino
Blêm blêm blêm desafina assim o sino
E as beatas ruminando a procissão
Eu vou botar esses versos pra leilão
Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhes três
Pescoçuda vai ali pru meu freguês
Zé Limeira deu três voltas no caixão
Vapt vupt balança mais não cai
Montei na burra, mas eu que dou o coice
Vapt vupt balança mais não cai
Montei na burra, mas eu que dou o coice
Vapt vupt balança mais não cai
Montei na burra, mas eu que dou o coice
Vapt vupt balança mais não cai
Montei na burra, mas eu que dou o coice
Vapt vupt balança mais não cai
Montei na burra, mas eu que dou o coice
Vapt vupt balança mais não cai
Montei na burra, mas eu que dou o coice