Cravado no seio da serra
Onde o cheiro da terra
Se mistura com o azul do céu
E o verde descendo do monte
Vem se banhar na fonte
De flores soltas ao léu
O Sol esquenta os lajedos
Joga cores nos arvoredos
Colorindo a amplidão
E no ar puro da fazenda
O luar faz uma renda
De claridade no chão
A água brota da rocha
O riacho se arrocha
Por entre a vegetação
A tarde chega e se encanta
Quando a cigarra canta
E relincha solto o alazão
E quando a chuva desce
Todo vale se oferece
Nem murmúrio de oração
Aqui o tempo adoece
Parece que a vida cresce
E a gente nem sente, que ela passou
Os pássaros cantando na floresta
Fazem da natureza uma festa
De magistral esplendor
E quando a manhã desponta
O dedo de Deus aponta
Pra Teresópolis meu amor