Ei-lo na estrada, sujo e mal-trapilho
A procura de alguém que lhe der abrigo um pouco de pão
Mas, a fome na terra ninguém o quer aceitar
Quem é este lá na estrada mendigando um pouco de pão?
Quem é este lá na estrada procurando e pedindo em vão?
Quem é este tão cheio de chagas não tem como que se tratar?
Quem é este mal-trapilho que em vão busca se abrigar?
Será o filho que saiu do lar?
Será o filho que o mundo quis gozar?
Será o filho do rico pai que lá pela estrada se arrastando vai?
E vai sem rumo e vai sem saber
Em casa de quem algum pão vai comer
Onde algum pão vai comer
E chegou-se a um cidadão daquela terra, e este tem compaixão dele
Mandou o moço para seus campos a guardar porcos
E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam
Mas ninguém lhe dava nada
Pastor de porcos é sua vida
Cuidar de porcos é sua lida
Suja qual porcos é sua vida
Alimento de porcos, sua comida
Que miséria é a vida longe do lar cristão!
Que miséria é a vida, tudo foi ilusão!