Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do reino de aquém e de além dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma, sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma, sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do reino de aquém e de além dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja
É ter garras e asas de condor!
E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma, sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma, sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma, sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
E é amar-te, assim, perdidamente
É seres alma, sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!