Jazz

Via Sat

Sempre é justificado você sabe o que é errado
O racismo ainda existe e vai ser massificado
Seja preto, nordestino inferior no mundo
de hoje só o dinheiro tem valor
Há tanto artista bonitinho na TV
É sempre o empregado o negro no VT
Playboy skinhead ou a velha burguesia
Dê nome aos bois é a mesma ladainha
Movimento de Recife faça logo seu pensar
Não adianta barreiras viemos para ficar
Homens e mulheres não suco de caju
Se olhas no espelho e vejas quem és tu
O Nordeste anda cansado de seca e tanta fome
A coisa é tão braba que não tem mais nome
Somos uma mistura, etnia geral
Ecoa na nossa mente para um som colossal
Lee dan...dan...dan...
A força vibrante que tem dentro de você
Você esquece de tudo, tem medo de morrer
Se sou livre eu vou lutar, falar e rappear
Não sistema que posa me parar
Há tanto roubo que jamas eu pensaria
As luzes da cidade e a polícia, quem diria?
Um pólo petroquímico sangra em minha alma
Vejo de nada esta força errada
Ser de Recife não é cantar e dançar
É se ver como gente e nunca baixar
E misturar de tudo mas com medida, embolada ou rap e palavras de saída
Eu não sou pastor, nem um pobre candidato
Só você pode mudar de fato
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Momentos

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