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    Abramo Machado e Felipe Araujo - Milonga do Meu Rosilho

  2. 2

    Abramo Machado e Felipe Araujo - No Rastro da Gadaria

  3. 3

    Abramo Machado e Felipe Araujo - Três Campeiros

  4. 4

    Abramo Machado e Felipe Araujo - Aos Que Tem Alma de Campo

  5. 5

    Abramo Machado e Felipe Araujo - Com Tempo Feio Lá Fora

  6. 6

    Abramo Machado e Felipe Araujo - De Estampa Campeira

  7. 7

    Abramo Machado e Felipe Araujo - De Marca e Laço Nas Mão

  8. 8

    Abramo Machado e Felipe Araujo - Fechando Tarca

  9. 9

    Abramo Machado e Felipe Araujo - Isso Aconteceu Na Minha Querência

  10. 10

    Abramo Machado e Felipe Araujo - Léguas de Campo

  11. 11

    Abramo Machado e Felipe Araujo - Maneia de Trava

  12. 12

    Abramo Machado e Felipe Araujo - No Invernadão Das Poliangas

  13. 13

    Abramo Machado e Felipe Araujo - Nos bailes do Chico Manco

  14. 14

    Abramo Machado e Felipe Araujo - O Tombo

  15. 15

    Abramo Machado e Felipe Araujo - Por estas tardes de chuva

  16. 16

    Abramo Machado e Felipe Araujo - Pra Um Mate de Amor Nas Casa

  17. 17

    Abramo Machado e Felipe Araujo - Relíquias

  18. 18

    Abramo Machado e Felipe Araujo - Ritual de Lida

  19. 19

    Abramo Machado e Felipe Araujo - Sem Doma Não Há Cavalo

  20. 20

    Abramo Machado e Felipe Araujo - Setembros

  21. 21

    Abramo Machado e Felipe Araujo - Tropeiros

Um setembro estendido, uma várzea alagada,
uma saudade gateada, um sinuelo pra tropa..
O vento se topa no meio da chuva
e os olhos de turvam na tarde lobuna..

Um setembro chuvoso, um cusco teimoso
espantando tropilha na várzea comprida..
E a porteira da frente, onde o baio se vem,
prenunciando tormenta pra judiar o azevém..

Que setembro botado, a tropilha se espanta,
e a voz que só canta assim num chamado,
reunindo o gado na volta das casa,
num tranco de água que desce do céu..

Campeiros regressam de lombo lavado,
de poncho encharcado, de faces surradas,
de almas cansadas, sem causos prum mate
na volta do catre cantando milonga..

Num tranco de água que desce do céu,
na volta do catre cantando milongas..
Só pra cantar umas milongas..

Um setembro gaúcho, o aguaceiro descendo,
e o campo querendo uma trégua da água..
Na várzea alagada o gado se atraca
num compasso de pata campeando o capão..

Um setembro crescente, um rodeio pra cria,
novilhada vazia é tempo de entourar..
É do campo o sustento e do gado também,
pra alma dos home e pros dias que vêm..

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