Imerso no pensamento perverso
Que eu não sou eu, apenas reverso
Disperso pedaços não mais cobertos
Peça do meu coração tão incerto
Acerto aquele que vejo no vidro
Perdido no caminho que não estou sozinho
Olhando pra baixo, andando em círculos
Só existe um ponto no ciclo
Vencido igual produtos no mercado
Aqueles que o vendia mesmo estando errado
Se eu morrer envenenado eu sou o culpado
Se não der nada, estarei aqui no mesmo horário
Funcionário falho, filho irresponsável
Me embaraço no meu próprio cadarço
Esses dias minha mulher amarrou o da minha bota
Família acabou, ainda bem que a vovó tá morta