Devias vir salvar-me
Em vez de fios de ouro fogo
Trazeres um mundo novo ao peito
Devia levar-te a Saturno
Mostrar-te que a palavra longe
Só existe quando estamos perto
Devias morrer nos meus olhos
E amanhã, nascer outra vez
Devias morar no meu peito
Fazer altar ao imperfeito
Rezar quando fizeres amor
Devias vir roubar-me o medo
Fingirmos uma valsa a sério
Dançarmos pelo quarto escuro
Devias morrer nos meus braços
E amanhã, nascer outra vez
Vem salvar-me de mim
Do fogo, do beiral
Protege-me num beijo
De luz, contra o vitral
E há gritos de aleluia
Há espadas de cristal
Vem salvar-me de mim
Amor, num salto imortal
Devias ter palavras loucas
Palavras que não estão escritas
Que se quebram quando são faladas
Devia levar-te ao deserto
Chamar por todas as estrelas
E dizer: Aqui, a mais bela
Devias morrer nos meus sonhos
E amanhã, nascer outra vez
Vem salvar-me de mim
Do fogo, do beiral
Protege-me num beijo
De luz, contra o vitral
E há gritos de aleluia
Há espadas de cristal
Vem salvar-me de mim
Amor, num salto imortal
Devias morrer nos meus sonhos
E amanhã, nascer outra vez
Devias morrer nos meus braços
E amanhã, nascer outra vez
Devias morrer nos meus olhos
E amanhã, nascer outra vez