Com licença do senhor
Eu vou me pronunciar
Pra dizer quem é que sou
Eu sou Pedra de Amolar
Esse objeto pequeno
Que leva Sol e sereno
Dia e noite sem cessar
Vivo do lado de fora
Sem ter descanso uma hora
Peço ao senhora pra entrar
Será que o pedido é aceito?
Será que eu tenho direito
A um cantinho pra repousar?
Diga se tenho, senhor
Seus ferros sabem o valor
Que eu mereço em sua tenda
O que é bom de mim começa
Que eu sou quem amola a peça
De quem lhe faz encomenda
O seu machado estimado
Famoso, muito invejado
De nome bem divulgado
Divido muito cortar
Não podo me escurecer
Deve é me agradecer
Que eu sou Pedra de Amolar
Ele vive em seus salões
Junto às boas refeições
Recebendo seus brasões
De cortador e polido
O seu nome muito cresce
O amolado aparece
E quem amola é esquecido
Mas com tudo isso diga
A seus ferros de cortar
Que eles são grande e eu pequeno
Mas sou pedra de amolar