Sem Matear Não Vou

Velho Milongueiro

Está faltando erva pra cevar meu mate
Por isto estou em falta com meu chimarrão
Tentei comprar fiado mais o bolicheiro
Não fez tanto rodeio pra dizer que não
Fiquei aborrecido com tanta frieza
E nem fiz o serviço que o patrão mandou
Pois não me deu dinheiro pra comprar a erva
Sem erva não tem mate, e sem matear não vou

Se eu não tiver um arroz ou feijão
Nem a carne ou nem um pão
Dou um jeito e tudo bem
Mais sem a erva eu esqueço o endereço
Me entristeço e aborreço e nem reconheço ninguém

Se eu não tiver um arroz ou feijão
Nem a carne ou nem um pão
Dou um jeito e tudo bem
Mais sem a erva eu esqueço o endereço
Me entristeço e aborreço e nem reconheço ninguém

Pra quem trabalha tanto merecer tão pouco
Foi uma humilhação o que me aconteceu
Mais quem proporcionou está minha tortura
Terá que sentir falta dos serviços meu
Patrão me de as contas estou indo embora
Buscar pelo Rio grande outra feição pra mim
Vou changuear pela erva em algum carijo
Jo trecho de Venância até Erechim

Se eu não tiver um arroz ou feijão
Nem a carne nem um pão
Dou um jeito e tudo bem
Mais sem a erva eu esqueço o endereço
Me entristeço e aborreço e nem reconheço ninguém

Se eu não tiver um arroz ou feijão
Nem a carne nem um pão
Dou um jeito e tudo bem
Mais sem a erva eu esqueço o endereço
Me entristeço e aborreço e nem reconheço ninguém
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