1. 1

    Volmir Coelho - Lá Pro Quinto Distrito

  2. 2

    Volmir Coelho - O pouso

  3. 3

    Volmir Coelho - De Campo e Raíz

  4. 4

    Volmir Coelho - Semanero

  5. 5

    Volmir Coelho - A Moldura do Meu Rancho

  6. 6

    Volmir Coelho - A CASA

  7. 7

    Volmir Coelho - Campo Ferido

  8. 8

    Volmir Coelho - SEGUIMENTO

  9. 9

    Volmir Coelho - A Porta

  10. 10

    Volmir Coelho - Bibiana

  11. 11

    Volmir Coelho - Cantores da Praça

  12. 12

    Volmir Coelho - O Velho da Bolsa

  13. 13

    Volmir Coelho - A DOM ÂNGELO

  14. 14

    Volmir Coelho - A Grota do Homem Morto

  15. 15

    Volmir Coelho - As Flores e a Cruz

  16. 16

    Volmir Coelho - Meu Tempo Virou Saudade

  17. 17

    Volmir Coelho - Ritual de Tropa Larga

  18. 18

    Volmir Coelho - A Quem Tirar o Chapéu

  19. 19

    Volmir Coelho - A Vila Real

  20. 20

    Volmir Coelho - Ainda é Assim

  21. 21

    Volmir Coelho - Ao Deus Dará

  22. 22

    Volmir Coelho - CANTIGA PARA UM NOVO RUMO (part. Adair de Freitas)

  23. 23

    Volmir Coelho - Charqueados

  24. 24

    Volmir Coelho - Do Campo Para a Lagoa

  25. 25

    Volmir Coelho - Doble Chapa

  26. 26

    Volmir Coelho - ENCANTO

  27. 27

    Volmir Coelho - Eu Não Preciso de Um Deus

  28. 28

    Volmir Coelho - Na Encruzilhada

  29. 29

    Volmir Coelho - No cruzar Daquela Cruz

  30. 30

    Volmir Coelho - No Rumo da Extinção

  31. 31

    Volmir Coelho - O Bolicho do Passo

  32. 32

    Volmir Coelho - Operário Juan Hornero

  33. 33

    Volmir Coelho - Quando o Azar Pede Vaza

  34. 34

    Volmir Coelho - Quando Se Divide a Carga

  35. 35

    Volmir Coelho - Que Subjulga Não Conjuga o Verbo Amar

  36. 36

    Volmir Coelho - Recado Pro Toro Passo

  37. 37

    Volmir Coelho - Remalhado

  38. 38

    Volmir Coelho - Tributo Ao Domador

Campo Ferido

Volmir Coelho

Ontem me sangrou os olhos
Ao ver um campeiro que eu conheci
Tropeçando pela rua
Gritando e assoviando já fora de si

Pelo jeito a amanhecido
Um taura perdido chamando a atenção
Dos carros que vem na avenida
Cruzando na esquina de chapéu na mão

Pedaço de campo ferido
Menino sem pai pela mão
Um taura no rumo do nada
Perdeu na calçada a própria razão

Ontem me sangrou os olhos
Mas hoje já nem choro mais
Porque eu também vim do campo
Mas sempre soube olhar para trás.

Eu também cruzei a esquina
Mas sempre de mão com o pai
Pois quem dele um dia esquece
Nunca sabe para onde vai

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